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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Cecília Meireles


Adestrei-me com o vento e 

minha festa é a tempestade.


(Cecília Meireles)

sábado, 1 de outubro de 2016

Cecília Meireles


Liberdade é uma palavra que 
o sonho humano alimenta,
não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda.


(Cecília Meireles)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Cecília Meireles


Não sejas o de hoje.

Não suspires por ontem.
Não queiras ser o de amanhã.
Faz-te sem limites no tempo.


(Cecília Meireles)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Cecília Meireles


Eu quero a mémoria acesa
depois da angústia apagada.


(Cecília Meireles)

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

LEVEZA


Leve é o pássaro:

e a sua sombra voante,
mais leve.

E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.


(Cecília Meireles)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Cecília Meireles


Não faças de ti um sonho a realizar. 
Vai.


(Cecília Meireles)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

RETRATO


Eu não tinha este rosto de hoje,

Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?


(Cecília Meireles)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Cecília Meireles


O vento é sempre 

o mesmo, mas sua resposta 
é diferente é cada folha.


(Cecília Meireles)

domingo, 12 de abril de 2015

MURMÚRIO


Traze-me um pouco das sombras serenas

que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!


(Cecília Meireles)