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terça-feira, 20 de dezembro de 2016
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Oscar Wilde
As nossas caras são as verdadeiras máscaras que nos foram dadas para ocultar os nossos pensamentos.
(Oscar Wilde)
NÃO TENHAS MEDO DO PASSADO
Não tenhas medo do passado.
Se as pessoas te disserem que ele é irrevogável,
não acredites nelas.
O passado, o presente e o futuro não são mais do que um
momento na perspectiva de Deus, a perspectiva na qual
deveríamos tentar viver.
O tempo e o espaço, a sucessão
e a extensão, são meras condições acidentais do pensamento.
A imaginação pode transcendê-las, e mais, numa esfera
livre de existências ideais.
Também as coisas são na sua essência aquilo em que
decidimos torná-las. Uma coisa é segundo o modo
como olhamos para ela.
(Oscar Wilde)
O Retrato de Dorian Grey (Oscar Wilde)
O retrato fica esplêndido, e Dorian, ao vê-lo, diz:
"Eu irei ficando velho, feio, horrível. Mas este retrato se conservará eternamente jovem. Nele, nunca serei mais idoso do que neste dia de junho... Se fosse o contrário! Se eu pudesse ser sempre moço, se o quadro envelhecesse!... Por isso, por esse milagre eu daria tudo! Sim, não há no mundo o que eu não estivesse pronto a dar em troca. Daria até a alma!".
O Retrato de Dorian Gray, este romance de Oscar Wilde, é considerado por muitos críticos como uma obra-prima da literatura inglesa e clássico da literatura Ocidental. É um romance fascinante sobre a juventude eterna e confronta o leitor com uma perfeição utópica e a mortalidade inevitável, com um tom sempre que possível, provocador. Questiona a beleza, manipulações humanas, valores morais e éticos e, pelos diálogos contidos, percebe-se também questionamentos acerca da vida e de nossa atuação nela. Wilde propõe uma ética de beleza e o livro mostra como a absolutização da beleza acaba sendo antiética, algo paradoxal na obra.
Quanto uma história lhe encanta, mas o personagem lhe repele. O melhor personagem sem dúvidas é Lorde Henry, que mesmo cético, sínico e tendo algumas ideias distorcidas a respeito da vida, suas divagações são as mais interessantes de acompanhar. Os argumentos usados por Henry são tão cativantes que seduzem o leitor de tal forma que não nos permitimos interromper a leitura mediante as tão valiosas interpretações de alma.
Dorian Gray é extremamente chato, mimado e dramático. Exagera na percepção das emoções e a partir do momento que descobre o segredo de seu retrato passa a ser paranóico e adquire um comportamento obscuro e misterioso. Não houve um momento em que eu tenha sentido simpatia por ele, senão no desfecho da história que achei espetacular.
CICERO[N.C.S]
20/10/2015
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
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