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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Machado de Assis


Mas o tempo,
o tempo caleja 
a sensibilidade.


(Machado de Assis)

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Machado de Assis


Já raro e mais escasso
A noite arrasta o manto
E ver te o último pranto
Por todo o vasto espaço.

(Machado de Assis)

sábado, 1 de agosto de 2015

O VERME


Existe uma flor que encerra 

Celeste orvalho e perfume. 

Plantou-a em fecunda terra 
Mão benéfica de um nume. 

Um verme asqueroso e feio, 
Gerado em lodo mortal, 
Busca esta flor virginal 
E vai dormir-lhe no seio. 

Morde, sangra, rasga e mina, 
Suga-lhe a vida e o alento; 
A flor o cálix inclina; 
As folhas, leva-as o vento. 

Depois, nem resta o perfume 
Nos ares da solidão... 
Esta flor é o coração, 
Aquele verme o ciúme. 


(Machado de Assis)

sábado, 20 de junho de 2015

O Alienista (Machado de Assis)


O ALIENISTA - Meu livro favorito do Machado de Assis. E que daria um ótimo filme na minha opinião. 


O livro é pequeno, daqueles que a gente termina de ler em poucas horas e tem o estilo inconfundível do escritor.

A história é basicamente a de um cientista, Simão Barcamate, que instala em Itaguaí uma casa para cuidar de pessoas com problemas mentais, e acaba criando teorias sem sentido além de provocar vários problemas para a população.

Barcamate pensar ser o dono da verdade e que não entende que está cometendo erros. E ele não percebe que fez de tudo pela ciência, chegando mesmo a prender na Casa Verde um bom pedaço de gente.

Existem limites entre loucura e a razão? Se existem, quais são eles? E quem está autorizado a apontá-los? Publicado entre 1881 e 1882 no periódico A Estação, o conto O alienista, de Machado de Assis, discute a existência da norma e a delimitação entre loucura e razão. 

A ciência afirma seu poder baseada na ideia de que a superioridade do homem está no saber. Como personificação da ciência, Bacamarte se coloca, portanto, ideologicamente como verdade inquestionável.


CICERO[N.C.S]

16/06/2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Machado de Assis


Há coisas melhor 

que se dizem calando.


(Machado de Assis)

sábado, 11 de abril de 2015

Machado de Assis



Cada qual sabe amar ao seu modo;
o modo pouco importa;
o essencial é que saiba amar.

(Machado de Assis)