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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

REFRÃO de BOLERO


Eu que falei: "nem pensar..."
Agora me arrependo, roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão.

Mas eu falei sem pensar
Coração na mão, como refrão de bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser.

Um erro assim tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E, quando acaba a bebedeira,
Ele consegue nos achar.

Num bar
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzero,
E uma cara embriagada no espelho do banheiro.

Ana
Teus lábios são labirintos, Ana
Que atraem os meus instintos mais sacanas
Teu olhar sempre distante sempre me engana
Eu entro sempre na tua dança de cigana

Teus lábios são labirintos

Que atraem os meus amigos mais sacanas
Teu olhar sempre distante sempre me engana
É o fim do mundo todo dia da semana.


(Humberto Gessinger)

sábado, 19 de setembro de 2015

Humberto Gessinger


A medida de amar 
é amar sem medida.


(Humberto Gessinger)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Mapas do Acaso (Humberto Gessinger)


O livro é dividido em duas partes, na primeira temos uma narrativa de pensamentos e fatos da vida de Humberto. O autor em alguns momentos fala sobre livros, passa pelo futebol, e claro por algumas viagens com a banda, e o livro é muito interessante por conta disso, temos vários temas abordados com uma narrativa bem dinâmica, no ritmo de um bate papo informal, como essas conversas em que uma coisa puxa a outra e no fim do dia conversamos sobre tudo.


Já a segunda parte do livro temos algumas letras de música, o que torna mais interessante é a forma que é exposta ao leitor, a diagramação usada nesta segunda parte demonstra como o papel das anotações ficaram, temos marca de café, rabiscos e por aí vai.

Neste livro, Humberto Gessinger passa o passado a limpo, resgata momentos especiais da sua intimidade desde menino e conta novas velhas histórias do Engenheiros do Havaii, nunca antes publicadas. De Passo Fundo a Moscou, passando por "Esparta Alegre", lembranças de um futuro que ele imaginava dão forma a essas linhas conduzidas pelos mapas do acaso. Para saber qualé a dele e da sua poesia, que é pura grandeza a partir de coisas simples, é só embarcar... e seguir viagem...


CICERO[N.C.S]

1º/09/2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

PROBLEMAS... SEMPRE EXISTIRAM


Não fui eu

Não foi você
Nem foi a máquina de escrever
Que matou a poesia
Que matou a poesia

Não foram os Deuses
Nem foi a morte de Deus
Não foi o jabá da academia
Que matou a poesia
Que matou a poesia

O fim de semana
O fim do planeta
A palavra "sarjeta" no fim do poema
Problemas... Sempre existiram
Problemas... Sempre existiram
Esteroides anabolizantes
(Samplers)
Dicionários de rima
O medo do fim no final das contas
Problemas... Sempre existiram
Problemas... Sempre existiram
Sempre existirão
Sempre existirão
Sempre existirão

A última palavra é a mãe de todo o silêncio
Façamos silêncio para ouvir o último suspiro
Descanse em paz a mãe de todas as batalhas
A última palavra é a mãe de todo o silêncio
Descanse em paz, dê o último suspiro
Façamos silêncio para ouvir o último poema

Por que você não soa quando toca?
Por que você não soa quando ama?
Ninguém derrama sangue
Quando perde, guerras de fliperama!
Por que você não soa quando toca?
Por que você não soa quando ama?
Por que você não soa quando toca?
Por que você não soa quando ama?

As mentiras da arte são tantas
São plantas artificiais
Artifícios que usamos
Para sermos ou parecermos
Mais reais
Um pedaço do paraíso
Uma estação no inferno
Uma soma muito, muito, muito maior do que as partes
As mentiras da arte

(O último poema)


(Humberto Gessinger)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Humberto Gessinger


Não precisamos 

saber pra onde vamos, 
nós só precisamos ir.


(Humberto Gessinger)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Humberto Gessinger


A dúvida é o 

preço da pureza
e é inútil ter certeza.


(Humberto Gessinger)