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terça-feira, 1 de agosto de 2017

As Crônicas do Artur: O Rei do Inverno (Bernard Cornwell)


Rei do Inverno é o primeiro volume da trilogia das Crônicas de Artur. Nessa trilogia Cornwell pretende contar a história do famoso Artur (aquele mesmo da Távola Redonda) baseado em alguns achados arqueológicos e dados encontrados que foram atribuídos ao mitológico Artur, além de incluir batalhas registradas para o século IV e V, tudo isso misturado claro, com uma grande dose de ficção


O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. “O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa,” 

Apesar de sua narrativa apontar Artur como o grande centro das atenções do livro, a história é contada sob o ponto de vista de Derfel Cadarn, inspirado em São Derfel Gadarn de Gales. Descrito em suas principais cenas como um guerreiro confiante e leal à causa de Artur. explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.

O período em que o livro é situado é chamado Era da Trevas, na Idade Média. O romance histórico mescla seu desenvolvimento com uma boa dose do gênero fantasia. Apresentando personagens cativantes, o Rei do Inverno é mais uma imersão em um contexto histórico lapidado por Cornwell.

Falando nisso entro nos personagens, todos eles muito bem inseridos na trama. Temos Merlin, Morgana, Lancelot, Guinevere, interligados em diferentes níveis da trama. Muitas pessoas podem estranhar a história, ainda mais aquelas que gostam da versão lendária do "Rei Artur". Não posso tomar essa como certa ou não, como amante de história gostei bastante do intricado jogo de invasões, batalhas, traições e política, mas como fã de uma boa fantasia senti falta de mais fantasia. Não sei, é um contexto novo e que merece destaque pela destreza de Cornwell de fundir a história ao personagem. Ainda é cedo para saber minha opinião final, estou curiosa para ler os outros livros e terminar esse quebra-cabeça começado por aqui. 

As descrições presentes no livro, podem ser consideradas lentas para alguns, mas ao meu ver ela foram fundamentais, um jogo de palavras poderoso que nos transportam para dentro da história, nos fazendo enxergar claramente os cenários e as batalhas. 

Com uma narrativa extremamente fantástica e muito bem fluída, O Rei do Inverno é o livro certo para aqueles que gostam de histórias medievais cruéis e com várias reviravoltas, mas sem exagerar no sobrenatural. Leitores de obras como As Crônicas de Gelo e Fogo estão convidados a checar esse sensacional livro. 


NOTA: 9

Cicero Durães
04/07/2017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Maktub (Paulo Coelho)


Um livro realmente diferente... diria que se enquadra na categoria Auto-Ajuda, mas diferente dos outros livros com mensagens positivas para seu dia-a-dia, esse livro tenta nos dar lições através de pequenas histórias vividas por sábios, viajantes ou apenas pessoas comuns! É uma coletânea de pensamentos ditas pelo Mestre do autor ou por pessoas de influência na vida dele.


MAKTUB, em árabe, significa "carta", mas Paulo Coelho traduziu como "ESTÁ ESCRITO".

Separei alguns pensamentos desse livro que eu gostei bastante:


- Basta ficar longe dos outros e, desta maneira, não vamos sofrer nunca.

- Não vamos correr os riscos do amor, das decepções, dos sonhos frustrados.

- Hoje pode ser considerado um dia fora do roteiro que escrevemos todas as manhãs.

- São os pequenos prazeres que nos dão os grandes estímulos.


Acredito que Maktub seja livro para clarear e nos fazer refletir com diversas histórias, aquilo em que se passa em nossa própria vida!


Cicero Durães
03/04/2017

quarta-feira, 1 de março de 2017

Veyenor - A Vingança de Khaos (Marcelo Lacerda)


VEYENOR - A Vingança de Khaos seria mais um livro ao estilo SENHOR dos ÁNEIS? Na verdade sim, mas com uma diferença de ser ao mesmo tempo rico em seu universo, mas precisamente bem simples. Não foge do lugar comum de livros de fantasia, e tudo vai soar familiar, mas é interessante que mesmo com os clichês, consegue ser convidativo.


A diferença em relação a Terra Média de J. R. R. Tolkien é inverter algumas coisas. Ao invés de destruir um anel de poder, causador do mal, aqui é preciso juntar quatorze anéis para enfrentar a maldade de um poder corruptor na terra de Veyenor. 

A história acontece nas terras livres no mundo de Veyenor, um mundo criado por seres pelos Angélios que são cinco seres divinos responsáveis por popular o mundo com Elfos, Humanos, Magos, Fadas e Animorfs, sendo todas elas genuinamente boas e praticadores da justiça e do que é bom. Mas como toda a história que se preze nesse estilo surge entre esses 5 seres um que quer o poder apenas pra si, motivo então para surgir o mal.

Então o deus Dorumaga se torna o vilão dessa história para compor o seu poder a qualquer custo, mesmo que fosse necessário passar por cima dos outros deuses para isso. Então ele decide criar a "Malícia" que domina os seres causando a maldade. Dessa forma gerando inimigos perversos como Bruxos, Orcs, Bárbaros, Trolls, Kyarogs e Wagrants, seres repletos de maldade que espalham a desordem para o mundo.

Para impedir os avanços da Malícia em Veyenorn foi então construído uma muralha que dividiu Veyenor ao meio sendo Sul o Lado Claro e Norte o Lado Sombrio. Enraivecido por isso o deus do mal Dorumaga cria uma entidade maligna chamada KHAOS para lutar contra a bondade e dominar o Lado Claro.

Nessa guerra surge o personagem principal DÁRINUS DeGAARD o Rei dos humanos em Veyenor e mais habilidoso guerreiro do mundo; que quer combater a todo custo esse mal que assola as terras livres. Mas ele não estão sozinho nessa jornada, temos também.

SAYBIN , o Elfo de Prata criador dos Anéis Angélicos, é o ser mais sábio de Veyenor. 
TEOMOR, o Mago Branco mais poderoso daqueles tempos, (Gandalf?) 
LUFIA Maga Branca da Água, que tem poderes de cura. 
RHASTAN, um mestre Elfo de Bronze, um dos confiáveis conselheiros do Rei.  RAIDKI outro mago Branco da Luz, só que menos poderoso que o Teomor.
ZENNIR, o primeiro Cavaleiro de Luz de Veyenor e melhor amigo d o rei Dárinus. (Parece um paladino do livro Sagraerya de Sario Ferreira). 

Infelizmente não são apenas esses personagens aqui, tem muitos outros que aparecem no decorrer da narrativa,  se concentrasse numa construção melhor poderia favoritar um apego melhor para acompanhar a evolução desses personagens na falta de conflitos que ajuda nisso

O livro é um padrão bem conhecido dos jogos de RPG, que dão um gosto a mais na leitura. Acontecimentos bem detalhados e ambientação descritiva de maneira objetiva e sem enrolação, deixando o ponto alto para a aventura.

O autor Marcelo Lacerda usa os artifícios do J. R. R. Tolkien e J. K. Rowling para compor o seu universo em poucas páginas, e com uma diagramação linda no seu livro com letras claras na leitura e com ilustrações que agregam mais a leitura do livro que mesmo não sendo original, trás na sua singularidade representações de um mundo incrível. Bem vindos a Veyenor!

NOTA: 6

PRÓS: Leitura simples e universo convidativo

CONTRAS: Personagens pouco desenvolvidos e clichês do gênero de fantasia


Cicero Durães

01/03/2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

WWW.Twitter.Com/Carpinejar (Carpinejar)


WWW.TWITTER.COM/CARPINEJAR é um compilado de frases curtas do poeta Fabrício Carpinejar feitas em seu twitter selecionando mais de 400 twits de até 140 caracteres que enviou aos seus seguidores.


Em menos de uma semana o autor fez a seleção e a sua editora já tinha fechado o projeto. Percebe-se pela pressa que o que vemos aqui poderia ter sido melhor elaborado. Mas eu me refiro mais sobre os aforismos, porque a parte gráfica ficou com muito boa com a proposta do livro

Neste livro ele disseca o que todos tratam como banal, ressaltando as mais diversas trivialidades da vida cotidiana. Mario Quintana já dizia: "Existe fato mais incrível do que perceber o fantástico das pequenas coisas?"

Ao expressar seus pensamentos repletos de ironia e sagacidade, Carpinejar provoca o leitor sobre a banalidade das relações humanas. Entre elas o amor, amizade, vida e relacionamentos abordados de forma irônica. Esses aforismos mostram os estados de humor do escritor, mas que não possuem algo que sustenta um fio condutor desses pensamentos.

Pode se dizer que é um livro oportunista que aproveita da popularidade do autor, mas sem ser algo pragmático em sua elaboração, mas que deve ser conferido pela sua genialidade.


NOTA: 6


Cicero Durães

01/02/2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

Guia Politicamente Incorreto da Filosofia (Luiz Felipe Pondé)


O GUIA POLITICAMENTE INCORRETO da FILOSOFIA escrito pelo filosofo contestador Luiz Felipe Pondé, em sua ironia de sempre, desbrava a história do politicamente correto, através do pensamento de grandes filósofos, como 
William Shakespeare, Nicolau Maquiavel, Friedrich Nietzsche, Nelson Rodrigues, Charles Darwin, entre outros, para desconstruir as ilusões criadas pela praga do POLITICAMENTE CORRETO.


O livro é dividido em 26 capítulos que em seus títulos descrevem um pouco do que será encontrado em seu texto; o primeiro capítulo, por exemplo, possui o seguinte título: "O politicamente incorreto e o general Patton". Não se trata de um livro muito longo, é possível lê-lo em uma tarde, possui apenas 223 páginas e uma escrita simples, sua edição também é muito bonita.


Pondé escolhe um tema e a partir dele expõe sua opinião tendo grandes pensadores como sustento para suas considerações. o autor ironiza os politicamente corretos, essas pessoas que dizem amar o mundo e as diferenças, mas que no fundo são segregadores com quem não concorda com suas opiniões, sendo assim, na visão de Pondé, falsos moralistas. 

Neste livro, Pondé aborda conceitos com uma escrita fluida e irônica, o autor nos faz rir e ao mesmo tempo faz duras críticas ao Politicamente Correto, imposta por nossa sociedade moderna, invocando para isso frases e pensamentos de diversas pessoas.Ele apresenta sua versão melancolia da humanidade e de seu futuro “medíocre”.

O livro é cheio de frases de impacto, pelo menos foi assim que eu me senti lendo. Colocadas ali meio que de propósito para explicar o próprio propósito do livro. Já no início o autor nos diz que não é fácil definir o politicamente correto, mas é fácil reconhecer quando ele está presente.

NOTA: 8

Cicero Durães

21/01/2017

domingo, 15 de janeiro de 2017

STAR WARS: O Caminho Jedi (Daniel Wallace)


O autor Daniel Wallace traz para os fãs de Star Wars, uma viagem ao treinamento Jedi com princípios e ensinamentos para se tornar um Cavaleiro Jedi. Traduzido de forma bem correta pela Raquel Novaes.


O Código Jedi é a filosofia que sustenta a Ordem Jedi. É um acordo de proteção para os cidadãos e habitantes da República. Nele está contida a explicação de como deve ser a nossa relação com a Força. 

Como um Jedi, vocês devem ser fiéis ao espírito do Código. Todos os dias vocês deverão se perguntar: "Eu o compreendo?”
A primeira parte do livro busca apresentar o Código Jedi, a Ordem dos Cavaleiros Jedi e a Profecia do Escolhido

O livro funciona como um manual fictício de treinamento da Ordem, e trará textos escritos por Jedi lendários. No volume, serão apresentados os maiores mestres, a história dos clãs, os armamentos, o vestuário, os golpes de lutas, entre outros.

Porém, uma coisa que me chamou muito a atenção foi a edição do livro. A capa é toda trabalhada, e as páginas tem um jeito informal e diferente. O livro é repleto de desenhos, o que o torna ainda mais interessante.

O conteúdo encontrado nele é dividido em quatro partes : Introdução a Ordem Jedi, Jedi Iniciado, Padawan e Cavaleiro Jedi. Nessas quatro seções, o jovem aluno aprende tudo que precisa saber para se tornar um Jedi. Desde a história da Força e o surgimentos do Jedi até como construir seu próprio sabre e as técnicas de luta que podem ser usadas. 

Uma das seções que eu mais gostei foi a do Jedi Iniciado, onde o jovem aprendiz toma conhecimento dos três pilares da Ordem Jedi : A Força, Conhecimento e Autodisciplina.

NOTA: 10

Cicero Durães 
15/01/2017

sábado, 10 de dezembro de 2016

PAIXÃO de CRISTO (2004)


Por volta do ano 30 D.C, um obscuro carpinteiro judeu chamado Jesus de Nazaré começou a pregar em público e a proclamar, na província romana da Palestina, a vinda de um "Reino de Deus".
O filme “A Paixão de Cristo”, de longe a me­lhor produção sobre Jesus Cristo no cinema.

Sua fidelidade ao que dizem os quatro Evan­gelhos, a ousadia de se recriar os diálogos nas línguas que eram faladas à época e o (hiper)realismo das cenas são de um valor ímpar na história da indústria cinematográfica.

O título do filme (PAIXÃO de CRISTO) pode confundir, visto que a palavra “paixão” em geral carrega uma carga positiva. Paixão, do latim passio, refere-se a “sofrimento”, “sofrer”. Só muitos séculos depois, “paixão” passou também a designar desejo, apreço e adoração. 


Para o grande público que assistiu ao filme ficaram várias lições, entre as quais a mais valiosa, sem dúvida alguma, foi a de que para se atingir a redenção, temos que mostrar a outra face, carregar muitas cruzes, sofrer com violentas chibatadas e críticas para, afinal, subir aos céus. 


Em uma das cenas (um dos muitos flashbacks curtos que relembram passagens importantes da vida de Cristo) mostra como Jesus livrou Maria Madalena do apedrejamento. Nos dois últimos casos, nenhuma palavra é pronunciada. Comunicar sem o uso de palavras é algo que comprova a habilidade de um diretor.

Acredito que o diretor, como cristão, quis mostrar o amor de Deus pela humanidade. Como fez isso? Relembrando-nos que ninguém sofreu como Cristo. E que Ele quis sofrer para nos redimir. Acredito que para quem não crê em Jesus, quem não crê que Ele nos redimiu, o filme é apenas um banho de sangue sem sentido. Para quem crê, porém, é um chamado à meditação. Faz com que nos consolemos com as nossas cruzes.

Deixo pra vocês um versículo que pode ser aplicado a tudo que aconteceu, até o final arrebatador que trás de certa forma um alívio por tudo que aconteceu nessa jornada do messias, o salvador do mundo.

Em Mateus 28:6-7 "Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia. Vão depressa e digam aos discípulos dele: Ele ressuscitou dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês o verão. Notem que eu já os avisei”.

NOTA: 10

PRÓS: Linguagem cênica

CONTRAS: Nada consta


Cicero Durães
10/12/2016

Manual Prático de Nárnia (Colin Duriez)


Independente se essa for sua primeira viagem ao maravilhoso mundo da fantasia de C. S. Lewis ou se já esteve por lá várias vezes, é imprescindível levar esse manual prático, que descreve a paisagem e os habitantes de Nárnia.


Você aprenderá mais sobre a mente criadora por trás desse país, como ele se relaciona com outros mundos imaginários e com a literatura juvenill; o interior da história dos episódios de Nárnia, e como essa terra se enquadram nos demais trabalhos de Lewis. Este livro o ajudará a compreender com profundidade a série dos episódios de "As Crônicas de Nárnia" e suas implicações para fins de enriquecimento de sua vida cristã.

O livro também conta com um resumo cronológico das obras de C.S. Lewis. Uma leitura muito recomendada para todos aqueles que quiserem saber mais sobre o mundo de Aslam.



Cicero Durães

10/12/2016

terça-feira, 15 de novembro de 2016

STAR TREK 3: Sem Fronteiras (2016)


STAR TREK: Sem Fronteiras, mantém a qualidade das duas obras anteriores, sem muitas diferenças. Não é surpreendente, mas positivamente falando, é o mais leve e divertido da franquia, fugindo do quase constante clima de tensão presente nos anteriores, o que permite que os personagens se desenvolvam de forma mais natural e espontânea.

Se nas duas primeiras aventuras, J.J. Abrams optou por um enredo mais megalomaníaco, focado em salvar o mundo, STAR TREK: Se Fronteiras leva a ação de volta para o microuniverso da nave, privilegiando o caráter explorador dos protagonistas. E é aqui que o filme incorpora toda a nostalgia e o significado do universo original de Star Trek, ao pensar os personagens mais como pesquisadores que como militares. A missão de exploração da U.S.S Enterprise sempre buscou o conhecimento, não o combate. A ação é mera consequência, não um fim em si mesmo.


Conhecido por colocar a franquia Velozes e Furiosos de volta às pistas de sucesso, a escalação de Justin Lin na direção se mostra uma escolha acertada ao dar continuidade ao estilo visto nos filmes anteriores tão marcado pelos movimentos de câmeras frenéticos e  pareados com a adrenalina nas cenas de ação.

O roteiro é bem razoável. Ele é bem objetivo em algumas partes, mas na maioria dos momentos fica enrolando quando não tem necessidade. O legal é que ela consegue explicar quase toda sua trama no filme, assim não deixando nenhum buraco que acabe atrapalhando o entendimento da história no final do filme. Os novos personagens não marcam nenhuma presença durante o filme todo, não sendo nada importantes para a trama. 



Outro fator que faz esse filme funcionar é o elenco, no qual temos ótimos momentos entre Spock e McCoy (dignos da série clássica), Kirk e Chekov (Anton Yelchin esbanja carisma como o jovem oficial tático, o que torna a morte do ator ainda mais lastimável) e Scotty e Jaylah, interpretada por Sofia Boutella (personagem que claramente bebe da fonte de Rey de Star Wars: O Despertar da Força). Uhura está totalmente apagada em aqui, servindo apenas como o interesse amoroso de Spock, um desperdício de uma ótima personagem e do talento Zoe Saldaña (Diva das Estrelas). Sulu também é pouco aproveitado, resolveram sabe lá porque introduzir homossexualidade ao personagem (Só porque George Takei ator da série clássica é gay na vida real) retratada de forma que não acrescentou nada de novo à sua dinâmica. O vilão Krall feito pelo competente Idris Elba é o pior ponto do filme. Sem química, ele até tenta ser mal porem não consegue convencer ninguém. Ele é fraco e tem uma história bem confusa e só é esclarecida rapidamente nos últimos minutos do filme


Entre altos e baixos, Star Trek: Sem Fronteiras cumpre seu papel: entretém, diverte. Pode não ser tão bom quanto seus dois antecessores, mas está longe de ser uma cicatriz na face da franquia e deixa espaço para o já anunciado quarto filme. Ao que tudo indica, as aventuras da tripulação da Enterprise terão uma vida longa e próspera.


NOTA: 8

PRÓS: Química entre os personagens e homenagens marcantes

CONTRAS: Maquiagem pesada no Idris Elba (Desperdício de talento) 



Cicero Durães
15/11/2016

1808 (Laurentino Gomes)


A ideia de um livro sobre um período histórico contado de forma menos didática me chamou a atenção e resolvi dar uma chance ao livro. Fico feliz de tê-lo feito pois é realmente um ótimo livro. Laurentino Gomes tem uma narrativa super agradável e envolvente e discorre sobre os acontecimentos com muita propriedade, fruto de dez anos de pesquisas e investigações jornalísticas sobre o assunto. Gosto muito de livros históricos justamente por isso. Você nota nas palavras e páginas, o suor e a batalha do autor para construir uma obra séria e fiel aos acontecimentos.

Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil.

Este livro do jornalista Laurentino Gomes já pode ser considerado um clássico popular da historiografia brasileira. Foi exatamente essa a intenção do autor, alcançar um público mais amplo, não necessariamente integrante do meio acadêmico, para que cada brasileiro possa ter a oportunidade de conhecer melhor um determinado período histórico de seu país.

Achei a narrativa fluida e de fácil compreensão, os capítulos são curtos o que evita aquele sentimento de monotonia durante a leitura, pois a descrição dos fatos não é exaustiva. Para mim, todo mundo deveria ler esse livro em algum momento da vida, pois nos ajuda a entender quem é o povo brasileiro e como surgiram muitas de nossas características.


Creio que ele poderia ter sido mais crítico e forçado menos a barra. Acho que em vários trechos do livro ele tenta elevar o Brasil e reduzir Portugal, seja pelo tamanho do território, seja por outros dados que não deveriam ser comparados... creio que houve um nacionalismo forçado e um certo desrespeito com Portugal em alguns momentos...
Também acho que ele errou ao criticar o filme da Carla Camurati e seguir pelo mesmo caminho. Achei que ele iria desfazer a imagem caricata de D. João VI e Carlota Joaquina, mas pelo contrário, ele consegue acrescentar detalhes pessoais ainda mais pitorescos.

É, sem dúvida, uma obra que apresenta o Brasil aos brasileiros e revela uma história mais parecida com a característica do povo que encontra nos tropeços do dia-a-dia, na pobreza, no fracasso, nas humilhações uma forma de dar a voltar por cima e recomeçar. Sempre.

Cicero Durães
15/08/2016

sábado, 5 de novembro de 2016

DOUTOR ESTRANHO (2016)


DOUTOR ESTRANHO é o filme mais ESTRANHO que eu já vi!!!


Como um personagem de segundo escalão, Doutor Estranho chega com expectativas um pouco baixas, se comparadas a outros filmes de heróis. Abordando um novo caminho e dando uma dimensão maior do que é esse universo que a Marvel tem construído através dos anos, eles mostram que conseguem criar esse tipo de atmosfera em conjunto com o que eles já vem apresentando.

Dirigido por Scott Derrickson, conhecido por dirigir filmes de terror, ele consegue envolver o espectador até acerto ponto da trama. Quando somos apresentados ao plano astral, conseguimos comprar a ideia desse universo psicodélico que aos poucos é bem introduzido. Entretanto, a continuação desse aprendizado é acelerada e acaba simplificando tudo aquilo que deveria ser extenso e cheio de informações, deixando a construção deste plano menos explorado.

O elenco desse filme está muito bem constituído. Aqui temos o Benedict Cumberbatch é muito carismático e convence como o personagem principal; Chiwetel Ejiofor consegue dar profundidade à um personagem que em mãos menos habilidosas ficaria caricato; Benedict Wong cai como uma luva no papel de Wong (sim, ele é um Wong!) apesar de uma participação rasa; Mads Mikkelsen já provou que manda bem como vilão; e chegamos então a Tilda Swinton. Como a Anciã, Tilda Swinton rouba a cena sempre, mesmo com desaprovação por muitos por ser um personagem masculino nas hq's.

O tema já dá ideia de como o filme se faz valer de efeitos especiais. E o tema também dá a ideia de que eles são necessários e nunca gratuitos. Todo o visual do filme é criativo e inventivo. Ele serve para criar os universos e realidades paralelas.

Mais uma vez a Marvel acerta e o seu universo fica cada vez maior (e melhor). A Marvel segue a receita que vem mantendo seus filmes em alta e causando furor a cada novo semestre, em Doutor Estranho ela inova, mas não arrisca. Isso não é ruim, pois no final temos um produto com cara de novo, com base que já vimos e sabemos que dá certo e que tem tudo para agradar os fãs dos quadrinhos, e aqueles que só conhecem os filmes dos super heróis. Como entretenimento, é maravilhoso e merece ser visto mais de uma vez.


NOTA: 8

PRÓS: Efeitos especiais de encher os olhos

CONTRAS: Excesso de piadas



Cicero Durães
05/11/2016

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Carcereiros (Drauzio Varella)


CARCEREIROS é um daqueles livros que mudam sua forma de pensar. É contado em episódios vivenciados por amigos de Drauzio Varella, os quais constituem uma narrativa impossível de parar de ler. 
Possui momentos tensos e reflexivos, em quais a linguagem formal e cuidada do autor diverge com a linguagem comum (e muitas vezes palavrões) dos presos e dos carcereiros.

É um livro maravilhoso, proporciona uma visão mais ampla e aproximada da realidade do sistema carcerário brasileiro. Todos que querem expandir seus horizontes e melhorar seus argumentos sobre o assunto deveriam ler o livro.


O olhar do Dr. Drauzio nos aproxima dos seus personagens. Apesar de serem funcionários concursados e sem ficha criminal, sobre os carcereiros recai quase o mesmo estigma que carregam os prisioneiros: de serem pessoas más, violentas, e a margem da sociedade.


Outro mérito interessante do livro é trazer à tona uma discussão mais ampla sobre os problemas das prisões. Sem ter ele mesmo respostas para um problema tão amplo, Dr. Drauzio aponta a impossibilidade das prisões, pelo menos no seu formato atual. Ele fala do contraste da luta pelos direitos humanos em guerras e situações excepcionais, e o total descaso com o preso, que é torturado o tempo todo .


Uma cadeia obedece a leis e códigos de conduta próprios, e um tênue equilíbrio de forças mantém a ordem entre os dois lados das grades. De um lado, os presos, frequentemente apinhados em condições subumanas, esquecidos pelo poder público. De outro, os agentes responsáveis por vigiá-los.”


No decorrer da leitura algumas imagens formadas pelo leitor proporcionam uma breve sensação de nervosismo, medo, estigmatização, etc... e uma revelação interessante da origem do interesse de Drauzio pelo dia a dia de pessoas que persistem no crime e de pessoas nas quais são depositadas enormes responsabilidades, com o objetivo de diminuir a violência na sociedade a qual pertencemos. 


O ponto positivo do livro é que, apesar de contar situações extremas, como quando a Polícia invadiu o Carandiru, há também histórias sobre os carcereiros, que, por vezes, são engraçadas, como a de Sombra, cuja esposa o mandou embora de casa sem ele ter realmente a traído. Nessa história, Varella surge como um prosador cômico, já que é possível gargalhar das mesmas enquanto se lê.


Como sempre, Drauzio consegue humanizar suas obras como poucos contadores de histórias.  Além do aspecto literário, a obra vale a pena por mostrar um cotidiano que sempre foi invisível aos olhos da sociedade, mas palpável àqueles que vivem a rotina. Além disso, nos faz rever alguns conceitos sobre a humanização dos presidiários; nos mostra as mazelas do governo no sistema carcerário e a falta de apoio civil e estatal para essa tarefa tão banalizada que é ser carcereiro.



Cicero Durães
31/10/2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

REQUIEM PARA UM SONHO (2001)


REQUIEM PARA UM SONHO não é um filme fácil. As técnicas empregadas pelo diretor tornam este exemplo visualmente genial. O número de cortes em um filme normal, por exemplo, varia entre 600 e 700 no total, enquanto nesse são pelo menos 2000 cortes. Isso serve para dar uma noção da agilidade gráfica, além do uso de closes angulares, divisão de cenas, diversas situações unidas por uma trilha sonora espetacular e outras facetas que somente um diretor entusiasmado poderia montar.

A primeira cena de já mostra o que será o filme. Harry em crise de abstinência briga com sua mãe Sara, querendo que ela lhe dê uma jóia guardada. Sara se tranca no quarto e Harry leva a televisão da mãe para ser vendida. Toda a sequência é de tirar o fôlego, a agressividade do rapaz, o desespero da mãe. 

As interpretações são ótimas, a começar por Ellen Burstyn que está incrível como Sara. À medida em que a história de Sara vai se complicando, a atriz vai nos surpreendendo com uma transformação impressionante. E olha que a vida dela já não começa fácil.

Quanto à trilha, edição e direção de arte, o filme é, redundantemente, fenomenal. A música que permeia os 102 minutos do filme é de uma sensibilidade impar. Transpassa sentimentos e sensações que, sem a execução da mesma, dificilmente seria captado com tanta poeticidade. Nervosa em dado momento e sublime em outros, ela deixa de ser apenas um ‘efeito estilístico’ para se tornar um personagem que faz diferença dentro do longa.


A história é sobre quatro viciados, que no início do filme estão cheios de sonhos e com boas perspectivas de realizá-los, afinal são jovens (três deles), cheios de idéias e energia. Porém, com o vício, acabam ferrando tudo. Harry (Jared Leto), Tyrone (Marlon Wayans), Marion (Jennifer Connelly) formam um grupinho de amigos que se envolvem cegamente nas drogas. Enquanto isso, Sara (a ótima atriz Ellen Burstyn) é viciada em televisão e, quando recebe uma "possível" proposta de participar de um programa de auditório, resolve emagrecer com pílulas de anfetamina, que acabam perdendo o efeito com o tempo, e ela, viciada, começa a exagerar na dose para tentar recuperar a eficiência das pílulas.

REQUIEM PARA UM SONHO é pesado, cruel e realista, onde a diversão não existe e o que realmente existe é uma viagem alucinante e muito perturbadora ao mundo das drogas. De forma jamais vista nas Telas, Darren Aronofsky aborda um tema repetitivo mas de maneira diferenciada, ao imprimir muita profundidade em ousar na exploração dos conteúdos inseridos. 
É delirante.


NOTA: 9

PRÓS: edição, roteiro e a atuação de Ellen Burstyn)

CONTRAS: O meio do filme dá uma parada que poderia ser melhor enxugada.



Cicero Durães
25/10/2016

Não Se Desespere (Mario Sergio Cortella)


Este excelente livro aborda temas do cotidiano dos seres humanos, oferecendo a seus leitores a oportunidade de ter momentos de divagação, paz interior, de afastamento das preocupações do dia a dia, de reflexões, de perceber o que sente e se conhecer. São provocações filosóficas que convidam a buscar conhecimento interior. É um livro de filosofia que proporciona a oportunidade de cada um conhecer-se a si mesmo.


Temas como religião, ética, política, educação, sonho, motivação, cooperação e diversos outros são abordados de uma forma a auxiliar a busca do bem-estar, a colaborar com a conquista daquele sentimento de tranquilidade.

Cada capítulo aborda um tema e apesar de serem curtos, são completos, ricos em informação e, um a um, merecem uma reflexão. A leitura deste livro é muito prazerosa com informações filosóficas desde os filósofos gregos até os filósofos da atualidade, inclusive esse honrado escritor que nos oferece uma cultura geral e uma nova visão do mundo e da vida.


Cicero Durães
27/10/2013

sábado, 1 de outubro de 2016

TRON: uma odisséia eletrônica (1982)


TRON: Uma Odisséia Eletrônica é um filme que vale conhecer. Lançado em 1982, representou uma grande novidade para o público da época por dois motivos. Se revelou o primeiro filme a usar em grande escala efeitos computadorizados, resultando em estética que é praticamente 100% digitalizada.


A história do filme é ambientada nos anos 80 mesmo, centrada no personagem de Kevin Flynn (Jeff Bridges), um gênio da informática que é hacker e jogador assíduo de jogos computadorizados. Recém-demitido da gigantesca empresa de tecnólogia por um homem que roubou a criação do seu jogo. Flynn tenta hackear a rede da empresa, dominada por um programa, sem sucesso. Em uma destas tentativas, Flynn sofre uma desintegração molecular e é enviado para dentro da rede de um software, surgindo como um programa em meio a tantos outros que ele mesmo criou.

Seu excelente visual ganhou destaque pelo pioneirismo das técnicas utilizadas, em 1982, numa época onde efeitos feitos em  computação eram algo bem simplório, ele mistura live action, animação e animação por rotoscopia. Não se deixe enganar pelos efeitos toscos. afinal, assistir MATRIX hoje em dia não tem a mesma graça de quando foi lançado em 1999. 

Visto hoje, o filme tem muito daquela visão ingênua que as pessoas tinham dos computadores até há poucos anos, uma máquina praticamente inacessível para a maioria da população, que pensava e tinha vontade própria. Tudo é muito surreal se pensarmos assim comparado com a nossa época atual.

 Para criar as sequencias de computação gráfica de Tron, a Disney chamou quatro grandes empresas de animação computadorizada da época: Information International, da California, MAGI da Elmsford, Nova York, Robert Abel and Associates of California e efeitos digitais da New York City. O trabalho não foi uma colaboração, resultando em estilos diferentes de cada empresa.


Infelizmente TRON perde muita em sua trama arrastada demais, e personagens rasos em suas motivações e sofre de alguns dialógos bem fracos e as motivações dos outros personagens não convencem muito. Talvez por ser um tempo menos complicado e com situações fora de próposito.


Tron mudou o jeito de se fazer filmes de ficção cientifica, e como disse John Lasseter, diretor de criações da Pixar: ''Não existiria TOY STORY sem TRON''. Com o tempo, Tron se tornou um filme cult, e eventualmente, ganhou videogames, historias em quadrinhos e animações. 


NOTA: 4


PRÓS: Conceito visual

CONTRAS: Ritmo lento 


CICERO[N.C.S]
1/10/2016

Tequila Vermelha (Rick Riordan)


Imagina um filme Quentin tarantino ? Assim posso definir este excelente livro de Rich Riordan. Escritor que ficou mais famoso por aqueles livros de fantasia mitológica. Que particularmente não gosto dessa saga do Piercy Jackson por ser CREPÚSCULO demais para o meu gosto.


Rick consegue criar uma trama com suspense e muita confusão, com aquele “quê” de aventura que já conhecemos bem demais, mas com uma abordagem menos infanto-juvenil. O personagem principal é também o narrador e cativa a leitura do início ao fim. O romance, ou deveria dizer os romances, são abordados entrelaçados à trama principal, e de forma mais adulta e madura que os pequenos romances de outras séries do autor. 

Jackson Tres Navarre volta para sua cidade após um década. Determinado a descobrir os motivos que levaram à morte do seu pai, ele acaba se envolvendo com gente perigosa e correndo risco de perder a vida várias vezes. Após o desaparecimento de uma antiga namorada, a coisa começa a ficar feia. Será que ele conseguirá descobrir o que aconteceu com ela e será que seu desaparecimento tem alguma relação com a morte do pai dele?

Tequila Vermelha é um livro cuja leitura flui bem, com capítulos pequenos que não cansam. Eu não sou um verdadeiro fã do gênero policial, gosto e leio. E esse livro foi gostoso de ler, deu para imaginar muito bem o clima do Texas. Era, como num comentário na capa, quase possível sentir o calor do lugar.

Como eu disse, acho que muita gente deixa de aproveitar a leitura desse livro por causa da série dos olimpianos. Não vão com muita sede, não esperem demais porque não vão encontrar o Percy e nem a narrativa descontraída, jovem, adolescente, da série no livro. (Ainda bem!!!)


CICERO[N.C.S]
01/10/2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

127 HORAS (2010)


Em maio de 2003, o aventureiro Aron Ralston (James Franco) fazia mais uma escalada nas montanhas de Utah, Estados Unidos, quando acabou ficando com seu braço preso em uma fenda. Sua luta pela sobrevivência durante mais de cinco dias (durou 127 horas) foi marcada por memórias e momentos de muita tensão, relatados em um livro. Baseado em fatos reais.

Para o bem e para o mal, o cinema do diretor Danny Boyle (“Trainspotting”, “Extermínio”) é contraposto em imagens e apoiado na edição. Suas histórias dependem de como as cenas são justapostas e parte do vigor narrativo de seus filmes é proveniente de uma montagem acelerada e dinâmica.  Alguns veem nisso a grande qualidade do diretor, na medida que seus trabalhos são ágeis e envolventes.

No entanto, nada disso teria funcionado se o protagonista não fosse bem interpretado. Toda essa técnica primorosa teria se perdido no filme se James Franco não tivesse cumprido devidamente o seu trabalho; e ele o cumpre dignamente. James encarna o personagem com paixão. Ele conquista o público com o seu humor, sua raiva, sua coragem e sua angústia. Não vemos em tela James Franco, aquele ator de Homem-Aranha, mas a experiência física e psicológica de Aron Ralston expressa pela sua ótima atuação.

Entre flashblacks que apresentam um pouco do personagem e tentativas fracassadas do alpinista se livrar do enrascada em que se meteu, assistimos a um ator mostrar todo o talento em um papel que lhe demanda tanto física quanto psicologicamente. Cheio de carisma, James Franco conquista o espectador a cada alucinação, delírio, devaneio ou demonstração de medo e raiva e evita que “127 HORAS” seja apenas mais um filme de superação, aqui em um registro mais alucinado e sensorial.

Por sorte, James Franco se sai muito bem na difícil tarefa de carregar o filme sozinho, evitando que o espectador “se canse” do personagem com seu carisma. Realçando o desespero pontual de Aron através de decisões pouco racionais, como por exemplo, raspar a rocha com um canivete. O ator expõe com clareza os conflitantes sentimentos de Aron, o sofrimento causado pela fome, pelo frio e pela sede e, especialmente, seu esforço para evitar perder o controle diante da complicada situação em que se meteu.

Em 89 minutos de filme depois, vem o grande clímax que é resolvido em 4 minutos, na correria, sem que nenhum conflito do personagem seja resolvido também. (Na realidade durou 4 minutos) Tudo bem, sei que se trata de uma estória baseada em fatos reais,  mas era algo que poderia ter sido bem melhor explorado.

127 HORAS é um bom filme, tem uma direção segura, um James Franco inspirado e esforçado, aproveitando o excelente momento, mas vale ressaltar que, quem tem estômago fraco ou sofre de claustrofobia, e não pode nem ouvir falar das autópsias da série CSI, pode se incomodar. É um drama que equilibra entre o bem e o real e o imaginário cinematográfico que, se não dura, ao menos alivia o mal estar do espectador diante de um relato claustrofóbico e cruel.


NOTA: 9


PRÓS: Edição dinâmica e trilha sonora

CONTRAS: Fechamento do filme muito rápido para oconflito final


CICERO[N.C.S]
20/09/2016

O Verso e a Cena (Fábio de Melo)

O livro é bem simples, mas com um visual fotográfico impressionante. Cada imagem vem acompanhada com uma frase ou pensamento do Fábio de Melo. Pra quem curte poesia é bem interessante o uso combinado das imagens com as palavras.

Neste livro revela, o registro imaginativo de uma visão da vida, ao aliar as suas belas e de certa forma surpreendentes imagens aos versos curtos, ao mesmo tempo precisos e delicados, que as comentam. a paisagem física evita inteiramente os clichês. 

Não há fotos de animais selvagens, tampouco de vastas amplidões vegetais. Em vez disso, o olhar se concentra, por exemplo, nas bordas do continente, fazendo um belo uso do contraste entre a pedra e a água.

Para momentos de reflexão, é um livro que serve para a comtemplação sobre os instantes da vivência humana e sendo externando isso em detalhes minuciosos.

CICERO[N.C.S]

30/10/2013

sábado, 10 de setembro de 2016

PEQUENA MISS SUNSHINE (2006)



A história girava em torno da pequena Olive Hoover, uma criança gordinha e desengonçada que sonhava em participar de concursos de beleza e aparecer na televisão. Ao receber a notícia de que Olive havia sido classificada para o concurso denominado Little Miss Sunshine, a família toda se junta para fazer da oportunidade a realização de um sonho da criança.


PEQUENA MISS SUNSHINE mostra que nenhuma família de perto é normal. O interessante que é ela é composta por pessoas e sus problemas pessoais absurdos. Tem o chefe da família, Richard (Greg Kinnear) é o cara decadente que cria um método de auto-ajuda vencedor que não condiz com a sua realidade fracassada. Sheryl (Toni Collete) é a dona de casa que está insatisfeita com a rotina familiar. Dwayne (Paul Dano) faz voto de silêncio e é revoltado com a própria vida que leva. O avô da família interpretado pelo excelente Alan Arkin  que é viciado em heroína. Frank (Steve Carell) que tentou suicídio após paixão homossexual não ser correspondida. De todos, a única sem problemas aparentes é a pequena Olive (Abigail Breslin). Ela quer a todo custo participar do evento anual chamado Little Miss Sunshine, onde será o caminho para a família rever os seus próprios conceitos.

A simpática Kombi amarela é um dos personagens principais. É um modelo da Wolksvagen que se passa boa parte da ação. Ele é responsável por levar essa família ao concurso de beleza infantil.
A viagem é longa,  são quase 1.300 km pelos Estados Unidos, entre Albuquerque, no Estado do Novo México, e Los Angeles, na Califórnia, acaba sendo bastante desastrada, primeiramente por causa de um problema de câmbio apresentado pela velha van. Com o volante dividido pelo casal Sheryl e Richard Hoover, o automóvel só dá partida em movimento. Isso acaba gerando sequências divertidas, com toda a família empurrando o veículo até ela funcionar.

Pequena Miss Sunshine" é um filme modestamente encantador, com deliciosas situações absurdas, atuações brilhantes e um final apropriadamente provocativo. Diferentemente de muitos filmes. Uma lição de moral goela abaixo, deixando que pensemos nós mesmos à medida em que a trama é tecida.
Nos mostra que não importa o quão difícil a vida foi, está sendo, ou será. Temos que seguir em frente. Que todos os anseios viram vento no momento em que paramos de sonhar acordado e começamos a viver. Perdemos a coragem de dizer o que bem queremos. E quando o fazemos, nos arriscamos a perder o respeito dos outros, a nos perder de nós mesmos.


NOTA: 9

PRÓS: Roteiro, Interpretações marcantes, final inesperado

CONTRAS: Personagens um pouco estereotipados

CICERO[N.C.S]
10/09/2016

Michael Jackson - A Magia e a Loucura (J. Randy Taraborrelli)


A obra é sem dúvida, uma excelente fonte de informações sobre Jackson. O autor, inclusive, merece todo o crédito. Ele acompanhou a carreira do músico desde quando ele ainda era uma criança e cantava com os irmãos no Jackson 5. Há entrevistas que Taraborrelli fez com Michael desde a década de 70 até os anos 2000. Ou seja, trata-se de alguém próximo do músico e com muita história para contar. 


O biógrafo mostra os bastidores da carreira de Michael Jackson - os primeiros anos como astro-mirim na gravadora Motown, a 'declaração de independência' em relação ao pai e aos irmãos, o histórico do passo 'moonwalker', a caminhada para trás, a gravação do vídeo 'We Are the World', a concepção de Thriller e a compra dos direitos sobre as músicas dos Beatles. 

Resultado de 30 anos de pesquisa e de entrevistas, algumas com o próprio Michael - embora se trate de uma biografia não-oficial -, este livro de J. Randy Taraborrelli faz um histórico da carreira do astro e principalmente de seu histórico pessoal e familiar. 


CICERO[N.C.S]
10/09/2016