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domingo, 1 de novembro de 2015

Thiago de Mello


Porque ainda resisto a dizer tudo,
quando o decidi foi simplesmente
tudo aceitar, a começar por mim ?


(Thiago de Mello)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Estatutos do Homem (Thiago de Mello)


ATO INSTITUCIONAL PERMANENTE: 

É assim que deveria ser definido este livro. Que oferece em sua abordagem valores esquecidos nestes dias de hoje. Obra que chega ate ser mesmo atemporal por assim dizer.

O livro poético mais conhecido do poeta amazonense Thiago de Mello que mostra uma poesia engajada com os valores do homem perante a sociedade.
A poesia de Thiago de Mello é econômica, sem exageros de estilo. A impressão do leitor é que os versos transcendem a leitura, são feitos para tocar, acalentar na alma. São poemas que tiram a beleza da simplicidade do cotidiano ou revivem ideais de humanidade cada vez mais esquecidos.

De uma profundidade avassaladora. A vontade de ser um ser humano mais amável, tolerante e reconciliador se estabelece imediatamente. A visão do autor vem da experiência dolorosa do exílio e da ditadura militar. Sua visão social fica mais apurada e nasce um grito de liberdade do homem enquanto indivíduo para atingir as massas.

Parte que eu destaco é o artigo 2, parte que já foi ate usada numa propaganda de carro:

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, 
inclusive as terças-feiras mais cinzentas, 
têm direito a converter-se em manhãs de domingo. 


CICERO[N.C.S]

10/06/2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Thiago de Mello


Não tenho um caminho novo.

O que eu tenho de novo 
é um jeito de caminhar.


(Thiago de Mello)

JÁ FAZ TEMPO QUE ESCOLHI


A luz que me abriu os olhos

para a dor dos deserdados
e os feridos de injustiça,
não me permite fechá-los
nunca mais, enquanto viva.
Mesmo que de asco ou fadiga
me disponha a não ver mais,
ainda que o medo costure
os meus olhos, já não posso
deixar de ver: a verdade
me tocou, com sua lâmina
de amor, o centro do ser.
Não se trata de escolher
entre cegueira e traição.
Mas entre ver e fazer
de conta que nada vi
ou dizer da dor que vejo
para ajudá-la a ter fim,
já faz tempo que escolhi.


(Thiago de Mello)