Mostrando postagens com marcador FILMES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FILMES. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de janeiro de 2017

AVISO - LEGENDA MAX


Devido ao crescimento do canal sobre cinema

LEGENDA MAX
canal sobre cinema e cultura pop em geral 
que obteve números que não estavam sendo
esperados por mim. 
(Já tinha até perdido a esperança)

Estou passando todas as analises de filme para
o blog feito para esse canal LEGENDA MAX.
Vou continuar todas as minha avaliações neste 
blog juntamente com todos os vídeos do canal.

Então se você curte tudo sobre o cinema e se 
caso quiser continuar acompanhando, é só 
clicar nos links que vou deixar na descrição 
dessa postagem.

Então é isso, fiquem com Deus e até mais ! ! !


Cicero Durães
07/10/2007

sábado, 10 de dezembro de 2016

PAIXÃO de CRISTO (2004)


Por volta do ano 30 D.C, um obscuro carpinteiro judeu chamado Jesus de Nazaré começou a pregar em público e a proclamar, na província romana da Palestina, a vinda de um "Reino de Deus".
O filme “A Paixão de Cristo”, de longe a me­lhor produção sobre Jesus Cristo no cinema.

Sua fidelidade ao que dizem os quatro Evan­gelhos, a ousadia de se recriar os diálogos nas línguas que eram faladas à época e o (hiper)realismo das cenas são de um valor ímpar na história da indústria cinematográfica.

O título do filme (PAIXÃO de CRISTO) pode confundir, visto que a palavra “paixão” em geral carrega uma carga positiva. Paixão, do latim passio, refere-se a “sofrimento”, “sofrer”. Só muitos séculos depois, “paixão” passou também a designar desejo, apreço e adoração. 


Para o grande público que assistiu ao filme ficaram várias lições, entre as quais a mais valiosa, sem dúvida alguma, foi a de que para se atingir a redenção, temos que mostrar a outra face, carregar muitas cruzes, sofrer com violentas chibatadas e críticas para, afinal, subir aos céus. 


Em uma das cenas (um dos muitos flashbacks curtos que relembram passagens importantes da vida de Cristo) mostra como Jesus livrou Maria Madalena do apedrejamento. Nos dois últimos casos, nenhuma palavra é pronunciada. Comunicar sem o uso de palavras é algo que comprova a habilidade de um diretor.

Acredito que o diretor, como cristão, quis mostrar o amor de Deus pela humanidade. Como fez isso? Relembrando-nos que ninguém sofreu como Cristo. E que Ele quis sofrer para nos redimir. Acredito que para quem não crê em Jesus, quem não crê que Ele nos redimiu, o filme é apenas um banho de sangue sem sentido. Para quem crê, porém, é um chamado à meditação. Faz com que nos consolemos com as nossas cruzes.

Deixo pra vocês um versículo que pode ser aplicado a tudo que aconteceu, até o final arrebatador que trás de certa forma um alívio por tudo que aconteceu nessa jornada do messias, o salvador do mundo.

Em Mateus 28:6-7 "Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia. Vão depressa e digam aos discípulos dele: Ele ressuscitou dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês o verão. Notem que eu já os avisei”.

NOTA: 10

PRÓS: Linguagem cênica

CONTRAS: Nada consta


Cicero Durães
10/12/2016

terça-feira, 15 de novembro de 2016

STAR TREK 3: Sem Fronteiras (2016)


STAR TREK: Sem Fronteiras, mantém a qualidade das duas obras anteriores, sem muitas diferenças. Não é surpreendente, mas positivamente falando, é o mais leve e divertido da franquia, fugindo do quase constante clima de tensão presente nos anteriores, o que permite que os personagens se desenvolvam de forma mais natural e espontânea.

Se nas duas primeiras aventuras, J.J. Abrams optou por um enredo mais megalomaníaco, focado em salvar o mundo, STAR TREK: Se Fronteiras leva a ação de volta para o microuniverso da nave, privilegiando o caráter explorador dos protagonistas. E é aqui que o filme incorpora toda a nostalgia e o significado do universo original de Star Trek, ao pensar os personagens mais como pesquisadores que como militares. A missão de exploração da U.S.S Enterprise sempre buscou o conhecimento, não o combate. A ação é mera consequência, não um fim em si mesmo.


Conhecido por colocar a franquia Velozes e Furiosos de volta às pistas de sucesso, a escalação de Justin Lin na direção se mostra uma escolha acertada ao dar continuidade ao estilo visto nos filmes anteriores tão marcado pelos movimentos de câmeras frenéticos e  pareados com a adrenalina nas cenas de ação.

O roteiro é bem razoável. Ele é bem objetivo em algumas partes, mas na maioria dos momentos fica enrolando quando não tem necessidade. O legal é que ela consegue explicar quase toda sua trama no filme, assim não deixando nenhum buraco que acabe atrapalhando o entendimento da história no final do filme. Os novos personagens não marcam nenhuma presença durante o filme todo, não sendo nada importantes para a trama. 



Outro fator que faz esse filme funcionar é o elenco, no qual temos ótimos momentos entre Spock e McCoy (dignos da série clássica), Kirk e Chekov (Anton Yelchin esbanja carisma como o jovem oficial tático, o que torna a morte do ator ainda mais lastimável) e Scotty e Jaylah, interpretada por Sofia Boutella (personagem que claramente bebe da fonte de Rey de Star Wars: O Despertar da Força). Uhura está totalmente apagada em aqui, servindo apenas como o interesse amoroso de Spock, um desperdício de uma ótima personagem e do talento Zoe Saldaña (Diva das Estrelas). Sulu também é pouco aproveitado, resolveram sabe lá porque introduzir homossexualidade ao personagem (Só porque George Takei ator da série clássica é gay na vida real) retratada de forma que não acrescentou nada de novo à sua dinâmica. O vilão Krall feito pelo competente Idris Elba é o pior ponto do filme. Sem química, ele até tenta ser mal porem não consegue convencer ninguém. Ele é fraco e tem uma história bem confusa e só é esclarecida rapidamente nos últimos minutos do filme


Entre altos e baixos, Star Trek: Sem Fronteiras cumpre seu papel: entretém, diverte. Pode não ser tão bom quanto seus dois antecessores, mas está longe de ser uma cicatriz na face da franquia e deixa espaço para o já anunciado quarto filme. Ao que tudo indica, as aventuras da tripulação da Enterprise terão uma vida longa e próspera.


NOTA: 8

PRÓS: Química entre os personagens e homenagens marcantes

CONTRAS: Maquiagem pesada no Idris Elba (Desperdício de talento) 



Cicero Durães
15/11/2016

sábado, 5 de novembro de 2016

DOUTOR ESTRANHO (2016)


DOUTOR ESTRANHO é o filme mais ESTRANHO que eu já vi!!!


Como um personagem de segundo escalão, Doutor Estranho chega com expectativas um pouco baixas, se comparadas a outros filmes de heróis. Abordando um novo caminho e dando uma dimensão maior do que é esse universo que a Marvel tem construído através dos anos, eles mostram que conseguem criar esse tipo de atmosfera em conjunto com o que eles já vem apresentando.

Dirigido por Scott Derrickson, conhecido por dirigir filmes de terror, ele consegue envolver o espectador até acerto ponto da trama. Quando somos apresentados ao plano astral, conseguimos comprar a ideia desse universo psicodélico que aos poucos é bem introduzido. Entretanto, a continuação desse aprendizado é acelerada e acaba simplificando tudo aquilo que deveria ser extenso e cheio de informações, deixando a construção deste plano menos explorado.

O elenco desse filme está muito bem constituído. Aqui temos o Benedict Cumberbatch é muito carismático e convence como o personagem principal; Chiwetel Ejiofor consegue dar profundidade à um personagem que em mãos menos habilidosas ficaria caricato; Benedict Wong cai como uma luva no papel de Wong (sim, ele é um Wong!) apesar de uma participação rasa; Mads Mikkelsen já provou que manda bem como vilão; e chegamos então a Tilda Swinton. Como a Anciã, Tilda Swinton rouba a cena sempre, mesmo com desaprovação por muitos por ser um personagem masculino nas hq's.

O tema já dá ideia de como o filme se faz valer de efeitos especiais. E o tema também dá a ideia de que eles são necessários e nunca gratuitos. Todo o visual do filme é criativo e inventivo. Ele serve para criar os universos e realidades paralelas.

Mais uma vez a Marvel acerta e o seu universo fica cada vez maior (e melhor). A Marvel segue a receita que vem mantendo seus filmes em alta e causando furor a cada novo semestre, em Doutor Estranho ela inova, mas não arrisca. Isso não é ruim, pois no final temos um produto com cara de novo, com base que já vimos e sabemos que dá certo e que tem tudo para agradar os fãs dos quadrinhos, e aqueles que só conhecem os filmes dos super heróis. Como entretenimento, é maravilhoso e merece ser visto mais de uma vez.


NOTA: 8

PRÓS: Efeitos especiais de encher os olhos

CONTRAS: Excesso de piadas



Cicero Durães
05/11/2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

REQUIEM PARA UM SONHO (2001)


REQUIEM PARA UM SONHO não é um filme fácil. As técnicas empregadas pelo diretor tornam este exemplo visualmente genial. O número de cortes em um filme normal, por exemplo, varia entre 600 e 700 no total, enquanto nesse são pelo menos 2000 cortes. Isso serve para dar uma noção da agilidade gráfica, além do uso de closes angulares, divisão de cenas, diversas situações unidas por uma trilha sonora espetacular e outras facetas que somente um diretor entusiasmado poderia montar.

A primeira cena de já mostra o que será o filme. Harry em crise de abstinência briga com sua mãe Sara, querendo que ela lhe dê uma jóia guardada. Sara se tranca no quarto e Harry leva a televisão da mãe para ser vendida. Toda a sequência é de tirar o fôlego, a agressividade do rapaz, o desespero da mãe. 

As interpretações são ótimas, a começar por Ellen Burstyn que está incrível como Sara. À medida em que a história de Sara vai se complicando, a atriz vai nos surpreendendo com uma transformação impressionante. E olha que a vida dela já não começa fácil.

Quanto à trilha, edição e direção de arte, o filme é, redundantemente, fenomenal. A música que permeia os 102 minutos do filme é de uma sensibilidade impar. Transpassa sentimentos e sensações que, sem a execução da mesma, dificilmente seria captado com tanta poeticidade. Nervosa em dado momento e sublime em outros, ela deixa de ser apenas um ‘efeito estilístico’ para se tornar um personagem que faz diferença dentro do longa.


A história é sobre quatro viciados, que no início do filme estão cheios de sonhos e com boas perspectivas de realizá-los, afinal são jovens (três deles), cheios de idéias e energia. Porém, com o vício, acabam ferrando tudo. Harry (Jared Leto), Tyrone (Marlon Wayans), Marion (Jennifer Connelly) formam um grupinho de amigos que se envolvem cegamente nas drogas. Enquanto isso, Sara (a ótima atriz Ellen Burstyn) é viciada em televisão e, quando recebe uma "possível" proposta de participar de um programa de auditório, resolve emagrecer com pílulas de anfetamina, que acabam perdendo o efeito com o tempo, e ela, viciada, começa a exagerar na dose para tentar recuperar a eficiência das pílulas.

REQUIEM PARA UM SONHO é pesado, cruel e realista, onde a diversão não existe e o que realmente existe é uma viagem alucinante e muito perturbadora ao mundo das drogas. De forma jamais vista nas Telas, Darren Aronofsky aborda um tema repetitivo mas de maneira diferenciada, ao imprimir muita profundidade em ousar na exploração dos conteúdos inseridos. 
É delirante.


NOTA: 9

PRÓS: edição, roteiro e a atuação de Ellen Burstyn)

CONTRAS: O meio do filme dá uma parada que poderia ser melhor enxugada.



Cicero Durães
25/10/2016

sábado, 1 de outubro de 2016

TRON: uma odisséia eletrônica (1982)


TRON: Uma Odisséia Eletrônica é um filme que vale conhecer. Lançado em 1982, representou uma grande novidade para o público da época por dois motivos. Se revelou o primeiro filme a usar em grande escala efeitos computadorizados, resultando em estética que é praticamente 100% digitalizada.


A história do filme é ambientada nos anos 80 mesmo, centrada no personagem de Kevin Flynn (Jeff Bridges), um gênio da informática que é hacker e jogador assíduo de jogos computadorizados. Recém-demitido da gigantesca empresa de tecnólogia por um homem que roubou a criação do seu jogo. Flynn tenta hackear a rede da empresa, dominada por um programa, sem sucesso. Em uma destas tentativas, Flynn sofre uma desintegração molecular e é enviado para dentro da rede de um software, surgindo como um programa em meio a tantos outros que ele mesmo criou.

Seu excelente visual ganhou destaque pelo pioneirismo das técnicas utilizadas, em 1982, numa época onde efeitos feitos em  computação eram algo bem simplório, ele mistura live action, animação e animação por rotoscopia. Não se deixe enganar pelos efeitos toscos. afinal, assistir MATRIX hoje em dia não tem a mesma graça de quando foi lançado em 1999. 

Visto hoje, o filme tem muito daquela visão ingênua que as pessoas tinham dos computadores até há poucos anos, uma máquina praticamente inacessível para a maioria da população, que pensava e tinha vontade própria. Tudo é muito surreal se pensarmos assim comparado com a nossa época atual.

 Para criar as sequencias de computação gráfica de Tron, a Disney chamou quatro grandes empresas de animação computadorizada da época: Information International, da California, MAGI da Elmsford, Nova York, Robert Abel and Associates of California e efeitos digitais da New York City. O trabalho não foi uma colaboração, resultando em estilos diferentes de cada empresa.


Infelizmente TRON perde muita em sua trama arrastada demais, e personagens rasos em suas motivações e sofre de alguns dialógos bem fracos e as motivações dos outros personagens não convencem muito. Talvez por ser um tempo menos complicado e com situações fora de próposito.


Tron mudou o jeito de se fazer filmes de ficção cientifica, e como disse John Lasseter, diretor de criações da Pixar: ''Não existiria TOY STORY sem TRON''. Com o tempo, Tron se tornou um filme cult, e eventualmente, ganhou videogames, historias em quadrinhos e animações. 


NOTA: 4


PRÓS: Conceito visual

CONTRAS: Ritmo lento 


CICERO[N.C.S]
1/10/2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

127 HORAS (2010)


Em maio de 2003, o aventureiro Aron Ralston (James Franco) fazia mais uma escalada nas montanhas de Utah, Estados Unidos, quando acabou ficando com seu braço preso em uma fenda. Sua luta pela sobrevivência durante mais de cinco dias (durou 127 horas) foi marcada por memórias e momentos de muita tensão, relatados em um livro. Baseado em fatos reais.

Para o bem e para o mal, o cinema do diretor Danny Boyle (“Trainspotting”, “Extermínio”) é contraposto em imagens e apoiado na edição. Suas histórias dependem de como as cenas são justapostas e parte do vigor narrativo de seus filmes é proveniente de uma montagem acelerada e dinâmica.  Alguns veem nisso a grande qualidade do diretor, na medida que seus trabalhos são ágeis e envolventes.

No entanto, nada disso teria funcionado se o protagonista não fosse bem interpretado. Toda essa técnica primorosa teria se perdido no filme se James Franco não tivesse cumprido devidamente o seu trabalho; e ele o cumpre dignamente. James encarna o personagem com paixão. Ele conquista o público com o seu humor, sua raiva, sua coragem e sua angústia. Não vemos em tela James Franco, aquele ator de Homem-Aranha, mas a experiência física e psicológica de Aron Ralston expressa pela sua ótima atuação.

Entre flashblacks que apresentam um pouco do personagem e tentativas fracassadas do alpinista se livrar do enrascada em que se meteu, assistimos a um ator mostrar todo o talento em um papel que lhe demanda tanto física quanto psicologicamente. Cheio de carisma, James Franco conquista o espectador a cada alucinação, delírio, devaneio ou demonstração de medo e raiva e evita que “127 HORAS” seja apenas mais um filme de superação, aqui em um registro mais alucinado e sensorial.

Por sorte, James Franco se sai muito bem na difícil tarefa de carregar o filme sozinho, evitando que o espectador “se canse” do personagem com seu carisma. Realçando o desespero pontual de Aron através de decisões pouco racionais, como por exemplo, raspar a rocha com um canivete. O ator expõe com clareza os conflitantes sentimentos de Aron, o sofrimento causado pela fome, pelo frio e pela sede e, especialmente, seu esforço para evitar perder o controle diante da complicada situação em que se meteu.

Em 89 minutos de filme depois, vem o grande clímax que é resolvido em 4 minutos, na correria, sem que nenhum conflito do personagem seja resolvido também. (Na realidade durou 4 minutos) Tudo bem, sei que se trata de uma estória baseada em fatos reais,  mas era algo que poderia ter sido bem melhor explorado.

127 HORAS é um bom filme, tem uma direção segura, um James Franco inspirado e esforçado, aproveitando o excelente momento, mas vale ressaltar que, quem tem estômago fraco ou sofre de claustrofobia, e não pode nem ouvir falar das autópsias da série CSI, pode se incomodar. É um drama que equilibra entre o bem e o real e o imaginário cinematográfico que, se não dura, ao menos alivia o mal estar do espectador diante de um relato claustrofóbico e cruel.


NOTA: 9


PRÓS: Edição dinâmica e trilha sonora

CONTRAS: Fechamento do filme muito rápido para oconflito final


CICERO[N.C.S]
20/09/2016

sábado, 10 de setembro de 2016

PEQUENA MISS SUNSHINE (2006)



A história girava em torno da pequena Olive Hoover, uma criança gordinha e desengonçada que sonhava em participar de concursos de beleza e aparecer na televisão. Ao receber a notícia de que Olive havia sido classificada para o concurso denominado Little Miss Sunshine, a família toda se junta para fazer da oportunidade a realização de um sonho da criança.


PEQUENA MISS SUNSHINE mostra que nenhuma família de perto é normal. O interessante que é ela é composta por pessoas e sus problemas pessoais absurdos. Tem o chefe da família, Richard (Greg Kinnear) é o cara decadente que cria um método de auto-ajuda vencedor que não condiz com a sua realidade fracassada. Sheryl (Toni Collete) é a dona de casa que está insatisfeita com a rotina familiar. Dwayne (Paul Dano) faz voto de silêncio e é revoltado com a própria vida que leva. O avô da família interpretado pelo excelente Alan Arkin  que é viciado em heroína. Frank (Steve Carell) que tentou suicídio após paixão homossexual não ser correspondida. De todos, a única sem problemas aparentes é a pequena Olive (Abigail Breslin). Ela quer a todo custo participar do evento anual chamado Little Miss Sunshine, onde será o caminho para a família rever os seus próprios conceitos.

A simpática Kombi amarela é um dos personagens principais. É um modelo da Wolksvagen que se passa boa parte da ação. Ele é responsável por levar essa família ao concurso de beleza infantil.
A viagem é longa,  são quase 1.300 km pelos Estados Unidos, entre Albuquerque, no Estado do Novo México, e Los Angeles, na Califórnia, acaba sendo bastante desastrada, primeiramente por causa de um problema de câmbio apresentado pela velha van. Com o volante dividido pelo casal Sheryl e Richard Hoover, o automóvel só dá partida em movimento. Isso acaba gerando sequências divertidas, com toda a família empurrando o veículo até ela funcionar.

Pequena Miss Sunshine" é um filme modestamente encantador, com deliciosas situações absurdas, atuações brilhantes e um final apropriadamente provocativo. Diferentemente de muitos filmes. Uma lição de moral goela abaixo, deixando que pensemos nós mesmos à medida em que a trama é tecida.
Nos mostra que não importa o quão difícil a vida foi, está sendo, ou será. Temos que seguir em frente. Que todos os anseios viram vento no momento em que paramos de sonhar acordado e começamos a viver. Perdemos a coragem de dizer o que bem queremos. E quando o fazemos, nos arriscamos a perder o respeito dos outros, a nos perder de nós mesmos.


NOTA: 9

PRÓS: Roteiro, Interpretações marcantes, final inesperado

CONTRAS: Personagens um pouco estereotipados

CICERO[N.C.S]
10/09/2016

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O ESCAFANDRO e a BORBOLETA (2008)


O filme de drama biografico que conta a história real de Jean-Dominique tambem conhecido como Jean-Do como editor da revista de moda ELLE. que ao sofrer um Derrame cerebral fica com graves sequelas que fazem com que  seu olho esquerdo seja a única parte do corpo que ainda funciona.
O Filme é quase todo em primeira pessoa, o que pode causar agonia em muitos (como se estivese dentro de uma prisão com a boca costurada. A produção conta também com alguns flashbacks do personagem além de muitas viagens loucas.


O ESCAFANDRO e a BORBOLETA é um desafio o espectador. Durante seus primeiros 40 minutos, não vemos o rosto do protagonista. Num clássico filme de doença, passado quase que inteiramente dentro de um hospital, assumindo não apenas o ponto de vista de quem conta a história, como transformando sua visão turva e limitada num carrossel de experimentos visuais e sensoriais em que os atores encaram a câmera o tempo todo. Um trabalho impressionante que precisa ser visto para dar conta de sua totalidade.


O filme faz com que a pessoa sinta uma agonia caustrofóbica, de imobilidade e impotência que o próprio personagem se encontra. O fluxo da narrativa se altera com o desenvolvimento do filme, proporcionando-nos impressões diversas, seja quando estamos juntos aos seus devaneios, flashbacks, de muitas viagens loucas na sua imaginação, dos quais ele a partir de sua memória revive e vive sua vida de maneira móvel, contemplativa e emocional. Ou quando temos acesso à percepção das pessoas ao seu redor, de uma vida pesada, totalmente imóvel e principalmente triste.

Através desse olhar interpretativo da autonomia e da dignidade apresentado, é como se, ao final, Bauby nos ensinasse: “Existem, sim, sonhos possíveis, borboletas, desejo, esperança, vida, enfim, pulsando e consciente, abrindo o escafandro.” Enfim, em tempos conturbados e filmes em primeira pessoa com cinegrafistas malucos fugindo de monstros, esse é um bom filme para se treinar a empatia!


NOTA: 9

PRÓS: Cãmera inventiva


CONTRAS: Perspectiva quebrada no segundo ato.


CICERO[N.C.S]
1/09/2016

sábado, 20 de agosto de 2016

STAR TREK 2: Além da Escuridão


STAR TREK: Além da Escuridão, sequência do filme de 2009, Star Trek, não exige que você tenha assistido ao filme anterior, nem que seja um conhecedor das versões anteriores do mundo de Gene Roddenberry (criador de Star Trek). O filme funciona sozinho, evitando frustrações de quem não conhecia a saga. Além disso, é um ótimo meio e angariar novos fãs. Ora, o camarada cria um filme gigantesco, caríssimo, e não pode, e nem deve, satisfazer só aos fãs. Ele precisa gerar novos fanáticos que, à partir deste novo longa, irão se interessar pela franquia e explorar o que veio antes.


Existe um inegável peso nos ombros de JJ Abrams para a continuação de um filme corajoso, que conseguiu agradar fãs fervorosos da série Star Trek original, e ganhar gente que nunca foi muito fã das histórias de Kirk e companhia (eu incluso). A franquia renovada agora pode explorar tanto histórias novas, como homenagear o universo original. E é o que acontece aqui. Cheio de referências que vão agradar quem assistiu os episódios da TV e os filmes da tripulação clássica, Além da Escuridão tem personagens carismáticos, atuações fantásticas e efeitos técnicos de tirar o fôlego; não esquecendo o lado humano.

Alias, o melhor da adaptação de J.J. Adams está em dois detalhes essenciais. O primeiro é o fato de que o novo filme complementa com louvor o primeiro, lançado em 2009 e que eu indico que você reveja antes de ver está sequência e o segundo é que funciona muito bem para leigos na vida Trekiana: Não é necessário conhecer detalhes da história de Star Trek ou ter acompanhado todos os filmes e séries anteriores para entender o enredo ou se apaixonar pelos personagens. Eles tem vida própria além da história clássica e conseguiu também deixar irritado os fãs mais xiitas.

Depois dos eventos do filme anterior, o capitão Kirk (Pine) continua no comando da NCC-1701 junto do Sr Spock (Quinto), Dr “Magro” McCoy (Urban), Sulu (Cho), Uhura (Saldaña), Scotty (Pegg) e Checkov (Yelchin). Ao salvar um planeta classe M da destruição total, arriscando a vida de seu primeiro oficial e expondo a Enterprise à uma civilização que mal saiu da idade da pedra, Kirk é removido do posto de capitão pela Federação, e o comando da nave é devolvido ao Almirante Pike (Greenwood). Mas numa série de eventos iniciados por John Harrison (Cumberbatch), um antigo membro que se voltou contra os seus comandantes, que causa a morte de vários oficiais do alto comando, Kirk é autorizado pelo Almirante Marcus (Weller) a caçar o traidor, usando uma nova tecnologia de torpedos fotônicos. Mas, como de costume, nem tudo é o que aparenta.

O Filme combina perfeitamente boas sequências de ação com os dramas pessoais cativantes, com desenvolvimento do grupo central. Kirk, Spock e McCoy, bem como dos demais personagens Uhura, Scotty, Sulu e Checov. Durante o filme os fãs da série irão se deliciar com as citações e situações que remetem aos episódios originais da série, e se tiver um olhar afiado, encontrará vários "ovos de páscoa" nos cenários e nas cenas de aventura.

Porém o grande destaque deste filme, no que diz respeito à atuação, é Benedict Cumberbatch. Ele é o vilão John Harrison, um ser superpoderoso. Isto por si só já poderia levá-lo a exagerar na tinta e pintar um personagem inconsistente. Mas Cunberbatch, bem dirigido como foi e esbanjando talento, interpretou aquele que se tornou o vilão mais legal do universo trekker.

Existem problemas? Sim. A trilha sonora é usada de forma exagerada e falta tempo para os espectadores respirarem entre as cenas de ação. Sem falar do momento patético no qual Alice Eve aparece seminua. Não há justificativa para isso, além do apelo ao público que não vê problema em mulheres serem tratadas como objeto e também o outro antagonista do filme, o almirante Marcus (Peter Weller, o eterno Robocop), seja uma caricatura demasiadamente clichê do tradicional militar belicista. Felizmente passamos pouco tempo com ele e sua presença acaba não prejudicando o resultado final.

O filme ainda aproveita a noção de uma realidade paralela tentando se reajustar ao trazer claras menções a eventos ocorridos na série clássica, mas aqui realizados por personagens diferentes justamente por conta desse conhecimento futuro. Inclusive há tempo para que Leonard Nimoy retorne como o Spock primordial em uma pequena ponta. Claro, apenas trekkers veteranos irão perceber as referências, mas ainda assim o filme não deixa de surtir efeito, mesmo quando temos alguma ideia do que pode ocorrer.


NOTA: 8

PRÓS: Interação entre os personagens

CONTRAS: Ação muito acelerada



CICERO[N.C.S]
20/08/2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

MOTOQUEIRO FANTASMA (2007)


MOTOQUEIRO FANTASMA é bobinho e simplório em seu conteúdo, o filme consegue entreter, mas fica muito juvenil em sua concepção. O orçamento de US$ 120 milhões parece ter sido torrado em computações gráficas para efeitos especiais bem fraquinhos e os cachês de Nicolas Cage (Johnny Blaze) e Peter Fonda (Mefisto) é claro. A apresentação é apresada demais, a inclusão do cômico só atrapalha e efeitos especiais de qualidade duvidosa tentam afirmar que espetáculo gráfico já basta, satisfação que já se tornou insuficiente há tempos.

o filme tem um roteiro absolutamente constrangedor, que não consegue balancear cenas de ação com os conflitos que o personagem principal (Johnny Blaze) enfrenta. As cenas em que ele enfrenta problemas com os seus recém-adquiridos poderes (algo comum nos quadrinhos da Marvel) são simplesmente sem graça, principalmente as que envolvem juntamente o velho amor da adolescência do personagem.

O vilão, o filho de Mefisto, um demônio é muito fraco, e suas ações resumem-se a andar de um lado para o outro da cidade atrás de um velho contrato. Quando ele entra para a briga para valer, a cena é totalmente dependente de efeitos especiais que ficaram pobres, e de um ritmo que ficou irregular.  Há tentativa intensa de se criar humor com os novos poderes do herói e, se por um lado as piadas são inspiradas, por outro são extremamente previsíveis e artificiais.


É inegável que o apelo desse personagem é 80% visual, praticamente uma capa de disco de Heavy Metal em movimento. E o que quer que ele tivesse de substância nas HQs não foi trazido para o filme, apresenta uma história bem batida e com tentativas de fazer rir, bem toscas. E se houver ainda uma sequencia do filme, espera-se que faça esquecer o primeiro. Quanto ao diretor Mark Steven Johnson, sem comentários, até porque lá quem manda são os produtores.



NOTA: 3

PRÓS: Visual

CONTRAS: Humor forçado, História fraca que não faz jus ao héroi


CICERO[N.C.S]
11/08/2008

sexta-feira, 15 de julho de 2016

INTOCÁVEIS (2011)


INTOCÁVEIS conta a história de Phillppe, multimilionário tetraplégico que procura alguém que possa trabalhar como seu cuidador. Ele precisa de alguém para auxiliá-lo nas suas atividades rotineiras.  Dentre tantos candidatos, ele escolhe Driss, um senegalês que vive nos subúrbios de Paris e que acaba de cumprir uma pena de 6 meses de prisão, sem formação alguma para o cargo e dono de um temperamento forte e explosivo.


Amparado por essa premissa, num tema árido, que poderia se transformar num dramalhão, recebeu uma sensível abordagem. O diretor preferiu conduzir a trama num tom entre a comédia e drama e acertou em cheio. A mensagem é de que não existe preconceito racial e social que possa abalar uma verdadeira amizade, surgida da admiração. Sequências inesquecíveis do apego do milionário ao seu ajudante, a ponto de perder a alegria de viver quando este se vai, e a surpresa final, preparada no reencontro.


Um filme intenso que apresenta um drama bem humorado sem apelação. Trazendo dois sujeitos de universos completamente diferentes que se encontram e se acham um no mundo do outro. Resumindo a história em uma frase: Trata-se de dois amigos que mudam a vida um do outro sendo só eles mesmos. Não que o filme seja perfeito. Sua condução sim é perfeita, o timing cômico também, e as atuações são deslumbrantes e te fazem querer mais e mais desses maravilhosos personagens.

INTOCÁVEIS é sem dúvida, um filme para se assistir e que se bem analisado traz um ótima reflexão para nosso cotidiano. Mas o último ato revela sim uma certa fragilidade narrativa, que precisa ser analisada com cuidado. Não sei até que ponto o roteiro romantiza as próprias situações vividas pelos personagens, em comparação com o que de fato ocorreu a eles na história que inspirou o livro e, posteriormente, o filme.

NOTA: 9

PRÓS: Premissa interessante, momentos minimalistas

CONTRAS: Ato final um pouco forçado na parte intimista.




CICERO[N.C.S]
15/07/2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

STAR TREK


A história do filme envolve uma mistura entre realidade paralela e viagens no tempo, tendo como ponto de partida a sede de vingança do romulano Nero (Eric Bana) contra o sábio e velho Spock (Leonard Nimoy) e toda a Federação, culpando-os de ter destruído o planeta Romulus juntamente com toda sua família com uma “matéria vermelha” que sucumbiu o planeta num buraco negro.
Spock e Kirk, que começam como “inimigos mortais” com ideias totalmente diferentes em como completar uma missão.

Abrindo com os eventos que guiaram o nascimento do futuro Capitão Kirk, Star Trek conta a história que teria guiado o rebelde Kirk, o aparentemente frio Spock e toda a tripulação da espaçonave Enterprise a realizarem sua primeira missão. Toda a história de Star Trek é muito bem cadenciada com as eletrizantes cenas de ação e bons efeitos especiais, a direção de J. J. Abrams não deixa escapar nenhum detalhe, desde o uniforme com o logo da Frota Estelar, e os aparelhos médicos do Dr. McCoy, as armas a Laser e até os transmissores portáteis.

No caminho, vemos como a tripulação da Enterprise clássica vai se formando, mostrando a amizade entre Kirk e o pessimista médico Dr. Leonard McCoy (Karl Urban), a chegada acidental do piloto inexperiente, embora talentoso, Hikaru Sulu (John Cho), e do empolgado jovem alferes russo Pavel Chekov (Anton Yelchin), e até um triângulo amoroso entre Kirk, Spock e a bela e segura oficial de comunicações Uhura (Zoë Saldana), culminando com a hilária aparição do engenheiro-chefe da nave, o amalucado Scotty (Simon Pegg). Enquanto Kirk (Chris Pine) segue seus instintos ao longo do filme, faz dele um personagem verdadeiro que com seu jeito debochado o torna divertido, um dos muitos alívios cômicos da equipe. Mas na minha opinão o personagem mais interessante sem dúvidas, é o dividido Spock (Zachary Quinto). Ele se vê desde o começo da narrativa entre suas duas origens, a vulcano e a terráquea: enquanto esta lhe atribui características mais emocionais, aquela é mais racional e quase fria.

Destaque para o encontro de Spocks no decorrer da projeção que traz um elemento de nostalgia muito bem construido sem ser forçado para satisfazer trekkers. Tudo é bem justificado em STAR TREK.
A escolha de elenco desse filme foi PERFEITA. Todos sos atores foram muito bem escolhidos para os personagens, caracterização notável, com elementos respeitosos da série clássica.


STAR TREK quebra totalmente o cânone dos episódios e séries anteriores da franquia, apresentando ao público versões levemente diferentes daqueles personagens consagrados nos mais de 40 anos da franquia e jogando-os em um novo universo. Ao dar uma nova roupagem e modernizar os personagens, J.J. Abrams consegue criar um universo verossímil, mesmo fazendo algumas alterações que poderiam causar estranheza aos fãs da série clássica.Mas também traz consigo vários dos elementos que tornaram a saga um sucesso, revitalizando-a de maneira maravilhosa, sem esquecer de suas origens.

NOTA: 8

PRÓS: Escolha de elenco e revitalização da série

CONTRAS: Elemetos filosoficos da série clássica perdidos para dialogos sem vida.




CICERO[N.C.S]
1º/07/2016

sexta-feira, 10 de junho de 2016

CAPITÃO AMÉRICA 2: O Soldado Invernal (2014)



Geralmente trailers de filme são muito suspeitos pra mim. Principalmente depois da experiência de HOMEM FERRO 3, não sei o que poderia esperar.

Depois de THOR 2 - O mundo sombrio parece que a MARVEL estúdios resolveu se realinhar para satisfazer o seu publico. E para confirmar que a Dona MARVEL realmente acordou a tempo e para tirar minhas poucas duvidas sobre o que o estúdio poderia aprontar dessa vez; percebo então que veio a redenção.

FENOMENAL! Essa é a única palavra para definir este filme. Uma história de tensão politica muito bem amarrada e com a tensão a todo tempo. Narrativa muito bem estruturada e com as coreografias de luta mais espetaculares que eu já vi num filme. Fora as reviravoltas que dão um gás a mais na trama. 
E ainda bem sem aquela patriotada desses símbolos nacionalista de orgulho.

O Soldado Invernal praticamente mostra o Capitão América tentando se adaptar ao mundo contemporâneo depois de passar belos 70 anos congelado e lidando com as consequências dos eventos mostrados em Os Vingadores. Agora, como operador da SHIELD lida com as contradições éticas e morais dos tempos atuais, o que leva a embates com o Diretor do órgão,Nick Fury, mas também com o responsável maior pela agência, Alexander Pierce. Enquanto isso, irá descobrir que seu velho amigo Bucky Barnes não apenas sobreviveu ao tempo da Guerra, mas é agora o vilão chamado Soldado Invernal.


Agora sim posso acreditar que a MARVEL vai parar de fazer propaganda enganosa em seus trailers e mostrar um universo Marvel no cinema mais coerente com as HQ's.

NOTA : 9

PRÓS: Cenas de luta, tensão e reviravoltas

CONTRAS: Momentos obvios em alguns pontos no enredo



CICERO[N.C.S]
10/06/2014

quarta-feira, 1 de junho de 2016

HOMEM de FERRO


TONY STARK é Robert Downey Jr!!!

Homem de Ferro foi o primeiro e, portanto, a aposta mais arriscada da Marvel Studos. Trazer um herói até então não muito conhecido pelo grande público, altamente tecnológico para as telas de maneira chamativa, e sem gastar um valor estratosférico, especialmente considerando que esse herói, ainda que muito familiar para aqueles que leem quadrinhos, não era tão conhecido assim do público em geral.


Uma grande aventura que vai dos Estados Unidos ao Afeganistão em meio á Guerra do Iraque, mostrando uma grande história que mostra a origem da criação e aperfeiçoamento do Homem de Ferro e os grandes conflitos vividos por Tony Stark, na iminência de se tornar o Homem de Ferro. Nada de clima gótico, atmosfera sombria ou herói atormentado. Estamos falando aqui de um filme extremamente colorido, cheio de explosões, de humor.

Robert Downey Jr está para HOMEM de FERRO, assim como Hugh Jackman está para o Wolverine.
Ele fez com muito bem um bilionário excentrico, cheio de vontades e mudou de forma satisfatória Tony Stark dos quadrinhos. Persinagem que bateu perfeito com o ator. que indiretamente remete a sua vida real. Mas que foi suavizida nesse fiklme. Pra quem não sabe Robert Downey Jr teve muitos problemas com as drogas, assim como Tony Stark com o alcoól.

Terrence Howard, Gwyneth Paltrow, Jeff Bridges, Clark Gregg foram muito bem escolhidos para o filme. Jeff Bridges faz um ótimo antagonista e tem umas das melhores cenas de luta com o seu MONGE de FERRO. Efeitos especiais muito bem equilibrtados, sem excesso de CGI ajudam a contar a história como muita forma. 


Esta é a principal qualidade de Homem de Ferro: Tony Stark, ao contrário de outros super-heróis, não decide apenas combater o crime, mas busca uma forma de se redimir dos erros do passado. Em meio às explosões e efeitos especiais, no núcleo de Homem de Ferro está a jornada de um personagem rumo à redenção.

Stark, ao ver-se vítima dos próprios produtos que constrói, adquire nova consciência em relação ao seu papel, deixando de ser apenas um bon vivant para entender que pode e deve usar sua influência e talento por algo que faça a diferença para o bem.


NOTA: 9

PRÓS:
- Robert Downey Jr como HOMEM de FERRO

CONTRAS:
- A ultima cena que ele toma uma decisão sobre sua identidade.



CICERO[N.CS]
1º/06/2016

sexta-feira, 20 de maio de 2016

STAR WARS: episódio 3 - A Vingança dos Sith


A REDENÇÃO de GEORGE LUCAS!!!

O filme inicia de maneira agitada, algo que os outros demoravam incansavelmente para acontecer. As sequências de viagens espaciais e de batalhas intergalácticas são compostas de diversos momentos de tensão e de aventura estilo sessão da tarde. Logo após, o desenvolvimento de personagens prevalece e o roteiro consegue agir de maneira mais coesa e simples ao crescer a mitologia de Obi-Wan Kenobi e Anakin Skywalker, e esquecendo a existência de outros personagens coadjuvantes desnecessários.


Conforme o filme caminha, vemos lutas de sabre-de-luz mais intensas e alucinantes em especial as duas últimas, entre Anakin e Obi-Wan e Yoda (Frank Oz) e o temível Imperador (que você já deve saber quem é, mas mesmo assim eu me recuso a dizer para não estragar a surpresa de quem ainda não percebeu). Vemos também personagens um tanto mais profundos e ricos, especialmente a senadora Padmé Amidala (Natalie Portman) e o Chanceler Palpatine (Ian McDiarmid), ambos perfeitos em papéis absolutamente chaves na resolução do conflito que, afinal, acarreta o surgimento de Darth Vader.

Cenas desde já antológicas: Lutas entre Obi-Wan e Anakin, Mace Windu e Palpatine, Yoda e Palpatine – e a luta entre Doku (recuso-me a traduzir um nome) e Anakin/Obi-Wan é legal também -; Palpatine levando Anakin para o lado negro e a transformação em Vader; o final dos heróis e a cena em que se encerra. Não posso esquecer de mencionar as aparições de Chewbacca, C-3PO e R2-D2. Eu adoro os três, e me divirto bastante com eles.

Anakin ganha mais nuances neste último filme e sua personalidade oscila ao sabor dos acontecimentos: ao mesmo tempo em que ele ainda é o herói apaixonado por sua esposa, ele aumenta ainda mais os laços com Palpatine (Ian McDiarmid), revelado mais tarde ser Darth Sidious disfarçado. Seduzido pelo poder, ele acaba se juntando ao lorde Sith para um plano de aniquilação dos cavaleiros Jedi de uma vez por todas.

A história deste Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith talvez seja a mais simples e objetiva da Nova Trilogia. Finalmente todos os bastidores políticos foram deixados de lado, sendo que o Senado Galáctico é mostrado em funcionamento apenas uma vez em uma cena importantíssima da trama. Basicamente o espectador acompanha os últimos dias das Guerras Clônicas, a revelação do verdadeiro inimigo e as consequências de seus planos. Lucas, como roteirista, é feliz ao demonstrar o esgotamento físico e psicológico dos jedi, que estão espalhados pela galáxia como generais das tropas clônicas. É um fator essencial para sustentar algumas ações e decisões da Ordem Jedi que, mais do que ninguém, está ávida pela conclusão da guerra. 

NOTA: 10

PRÓS: Anakim Skywalker se transformando em Darth vader

CONTRAS: Não consta


CICERO[N.C.S]

20/05/2016

terça-feira, 10 de maio de 2016

STAR WARS: episódio 2 - O Ataque dos Clones (2002)


STAR WARS: episódio 2 - O Ataque dos Clones é uma experiência imersiva ao longo ao espectador que mergulha em um universo rico em formas, cores e sons, esquecendo-se completamente sobre o que vimos no primeiro filme. O roteiro não é dos melhores e a história de amor entre Anakin e Padme não convence. Ataque dos Clones não é um filme para ser `pensado`, mas sim `sentido`. Em destaque na trama, o cenário político desse filme aparece mais bem amarrado, deixando para trás as cenas confusas sobre os bastidores do poder na República mostradas no episódio 1. A Força se mostra irrequieta nas cenas de Palpatine (Ian McDiarmid), quando são traçados os passos da ascensão do ex-Senador, eleito agora Chanceler Supremo.

Situada 10 anos depois dos acontecimentos de STAR WARS: episódio 1 - A Ameaça Fantasma, a trama do episódio 2 gira em torno de um movimento separatista liderado por um certo Conde Dooku, que também vem tentando assassinar a agora Senadora Padme Amidala. Para protegê-la, o Conselho Jedi convoca os serviços de Obi-Wan Kenobi e de seu aprendiz padawan, o jovem Anakin Skywalker. Enquanto Obi-Wan se dedica a investigar o que realmente está acontecendo, Anakin e Padme viajam para Naboo, onde o futuro Darth Vader procura conquistar a senadora.

Um ponto aclamado foram as sequências de luta: depois de um Episódio I de caráter introdutório e carente de ação, o II conta com batalhas mais frequentes e emocionantes. Numa dessas cenas o embate épico entre o Mestre Yoda e o aprendiz Sith Conde Dookan, que na minha opinião, um dos pontos altos do filme. Ewan McGregor está perfeito como Obi-Wan Kenobi: o ator demonstra estar mais confortável no papel, transformando o Mestre Jedi no melhor personagem do Episódio 2 (suas cenas representam os melhores momentos do filme). Aliás, outro que merece destaque é Christopher Lee, que encarna o Conde Dooku com um calculismo assustador.
E por falar em Conde Dooku foi transformado em `Dookan`, por motivos óbvios. No entanto, se considerarmos a estranha sonoridade de nomes como Senadora Amidala e Capitão Panaka (visto em A Ameaça Fantasma), fica difícil acreditar que estes nomes sejam frutos de coincidências. Será que tem um brasileiro com senso de humor infame auxiliando George Lucas? KKKKKKK!!!

Por fim, o filme ainda traz deleites para os fãs e detalhes para os nerds de plantão. Obi Wan, com toda a sua sabedoria e conhecimento em artes maciais, sai no tapa com o caçador de recompensas Jango Fett (Pai de Boba Fett) Além, é claro, da presença do atrapalhado alívio cômico eficiente C3PO, R2D2 que milagrosamente aqui voa (Aff...) além do Mestre Yoda, que, em momento decisivo, precisa entrar em ação para colocar as coisas nos eixos. “O ataque dos clones” também elimina o mala Jar Jar Binks dando a ele uma mínima presença de tela e tenta colocar o pé na seriedade e no lado mais sombrio da série, revelada em O império contra ataca. Mas é pouco.


NOTA: 8

PRÓ: A luta memorável entre Mestre Yoda e Lord Dookan

CONTRA: Romance entre Amidala e Anakim não convence por ser forçado demais.


CICERO[N.C.S]
10/05/2016

domingo, 1 de maio de 2016

STAR WARS: episódio 1 - A Ameaça Fantasma (1999)



O filme tinha tudo pra ter potencial, mas errou. História fraca, chata e cansativa, diálogos entediantes. A coisa realmente boa nesse filme foi Qui-Gon Jinn, personagem de Liam Neeson e Darth Maul interpretado por Ray Parker. Não há muito o que se falar, pois falta conteúdo, para um filme que deveria servir de pilar para a franquia. Talvez se focassem mais na raiz da história de Anakin Skywalker e Obi Wan-Kenobi, e menos nesse conflito político desnecessário, o filme seria melhor.


Quando lançado em 1999, o filme foi considerado por fãs e crítica o mais fraco da franquia. De fato, muitos anos depois da sua estreia, a impressão continua a mesma. O longa começa com uma trama política que se estende mais que o necessário. Lucas perde muito tempo nessa questão e demora a ir ao que interessa: Os dois cavaleiros Jedi que, na tentativa de salvar a rainha Amidala (Natalie Portman), acabam caindo em um planeta inóspito onde encontram o jovem Anakin Skywalker, que como todos sabem, virá a se tornar o temido Darth Vader. Outro problema bem conhecido do longa é o “mala” do Jar Jar Binks, inserido na trama como alívio cômico, mas na verdade um fardo chato. 

Em termos de interpretações, Liam Neeson, Ewan McGregor estão muito bem, considerando o gênero, obviamente.  Coisas assim tornam a história, que poderia ser épica, em pouco mais do que uma aventura bem movimentada e visualmente delirante. Porque Liam Neeson, que cria o Jedi mais interessante de toda a saga. Dotado de um código de ética e bondade inabaláveis, Qui-Gon Jinn não hesita em desrespeitar os regulamentos da Ordem Jedi para fazer o que é certo, o que criará uma interessante rima com certos acontecimentos dos próximos filmes. Outro que faz um bom trabalho é Ian McDiarmid, cujo Senador Palpatine é um poço de dubiedade e carisma, sendo uma bênção que a participação do ator cresça tanto nos capítulos seguintes.

O problema do STAR WARS 1 é que filme fica rápido em certas cenas que poderiam ter sido mais exploradas e por outro lado temos cenas desnecessárias bem longas e grande exemplo, é quando apostam numa corrida de pod racer. Tudo bem o filme tem tem hombridade, resgata o espíríto da saga, tem poucas cenas para serem memoráveis e piadas bobas, poucos personagens bons e  alguns sofrivéis e ambientações são criativas.


NOTA: 6

PRÓ: Darth Maul e Quin Gon Jin

CONTRA: Jar Jar Binks



CICERO[N.C.S]
1º/05/2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

MULHER-GATO (2004)


QUE TÉDIO FELINO!!!

O filme é bobo e futil. Cheio de clichês fáceis e frases de efeitos que beiram a uma pasmaceira. MULHER-GATO do cineasta francês Pitof copia na cara dura o excelente “O CORVO" com Brandon Lee, sem cerimônia, e promove um desfile de moda underground que é cercado por propagandas em todos os lados. É um derivado do universo do Batman que não chega nem aos pés da mitologia do héroi da DC. (Gotham não é nem citada) Nada se encaixa na tentativa de transformar a vilã em heróina.


Em "Mulher-Gato" cometeram o erro de mudar a origem da personagem que recebe poderes misticos de gatos vindos de uma `linhagem de Mulheres-Gato` que, de acordo com o filme, `não são contidas pelas regras da sociedade e com direito a uma mestre que passará conhecimentos à nivel Morpheu pra Neo.

E por falar em Matrix;  Lambert Wilson que faz um dos vilões do filme se limita a repetir o sotaque e os trejeitos do Merovingian de Matrix Reloaded. Fora a roupa de couro utilizada pela Halle Berry de que é uma imitação descarada dos filmes Matrix também. O CGI desse filme é horroroso e você percebe claramente os bonecos digitais que substituem a atriz nas cenas de ação. 


Quando a heroína está em cena, “Mulher-Gato” vira um verdadeiro desfile de moda, com diálogos que beiram o histérico miado. Isso mesmo, miado, miau! miau! E é claro a protagonista começa a se comportar como um gato em cenas que foram planejadas para serem empolgantes, mas fazem rir de tão ridiculo. 


O ponto bom, mas que não salva o filme, são as cenas de luta e a movimentação da felina. Apesar dos efeitos de câmera não terem sido bem sucedidos, as lutas mostram o gingado da capoeira, coreografadas pelo brasileiro Beto Simas, que deve ter feito uma diferença enorme para a atriz para seu gingado de gato.

Nem Sharon Stone que é a vilã do filme não convence com uma representação afetada que foge dos padrões de normalidade humana. Quando chega a disputa entre a morena e a loira são capazes de tirar do tédio. E pra falar a verdade todos os personagens são esquecíveis e não fazem diferença nenhuma para agragar valor a personagem-título. Porém Halle Barry continua sempre linda.

NOTA: 2

PRÓS: Halle Barry (Faz valer algum esforço para ver o filme)

CONTRA: CGI mal feito e personagens apagados


CICERO[N.C.S]
20/04/2016

sexta-feira, 15 de abril de 2016

LANTERNA VERDE (2011)



LANTERNA VERDE DE VERGONHA!!!

LANTERNA VERDE é um filme visualmente bonito, mas sem conteúdo, d
esperdício de atores, roteiro, efeitos especiais e dinheiro em um filme que tinha tudo para ser um dos melhores da DC/Warner. Mas isso se deve ao fato do diretor, e o ator protogonista do filme que não terem conhecimento do personagem título do filme. 

Lanterna Verde é um filme muito infantil e chato, preguiçoso e de piadas fora da hora. É uma história de origem, mas ela tem o grande problema de ter sido mal explorada e ter um roteiro com altas doses de clichê, comprometendo o filme por completo. Poucas coisas se salvam no filme, como por exemplo, as excelentes atuações de Mark Strong interpretando Sinestro, o líder da Tropa dos Lanternas Verdes e mentor de Hal Jordan. Parallax (Entidade do Medo) que deveria ser o grande vilão do filme, acabou me lembrando muito o GALACTUS do filme QUARTETO FANTASTICO e SURFISTA PRATEADO. Uma grande fumaça ameaçadora da humanidade.

Quero deixar bem claro que o LANTERNA VERDE é o meu persoanegm preferido da DC, mas não tem como eu exaltar o filme da maneira que eu queria a história de origem é muito tola. É praticamente Hal Jordan (Ryan Reynolds) criando coragem pra assumir o anel. Nesse passo, grande parte do filme se resume a longos diálogos, flashbacks e tentativas frustadas de tentar ser engraçado. salvando-se apenas as cenas em que Sinestro (Mark Strong) e Killowog (Michael Clarke Duncan) passam os conhecimentos ao Hal Jordan em um treino.


Ponto alto para o belíssimo e altamente colorido planeta Oa (Lembra bastante o Asgard do filme Thor), local onde os Lanternas Verdes se encontram para fazer reuniões e treinar seus grandes poderes, mas, o ponto baixo de tais cenas nesse planeta é a lista extensa de personagens e só darem ênfase em dois, que são eles: Tomar-Re (Geoffrey Rush) e Kilowog (Michael Clarke Duncan). 

LANTERNA VERDE é um filme que mostra algum potencial nos primeiros 40 minutos mas, depois, assim como um castelo de cartas, desmorona com um mero sopro. O tenebroso roteiro, má construção de personmagens e um diretor que provavelmente não se empolgou com o que leu destroem um filme que poderia ser até um divertimento sem grandes consequências. No entanto, do jeito que foi feito, Lanterna Verde é uma grande perda de tempo.


PRÓS: O visual do planeta Oa

CONTRA: O mega vilão Parallax


NOTA: 4



CICERO[N.C.S]

15/04/2016