sábado, 27 de junho de 2015

RUBRO SANGUE


Segurando placas de fim

O desespero frequente do planeta
Contamina todo resto da humanidade
Vivendo a sombra da maldade.

Mas um dia de sangue nunca falta
Nos campos abertos que pairam a dor
os olhos que se fecham na luz
Aproxima daquele abismo que conduz.

Não esqueça de guardar seus planos
Nos dias cinzas mais importantes
Busque em qualquer tipo de tentativa 
Alguma coisa que lhe traga vida ! ! ! 


CICERO[N.C.S]

05/11/1995

NA LETRA ABERTA


Na sua procura do igual

Tudo pode ser diferente
Mesmo depois do sinal
Anjos vão viver pra sempre.

Quando se abre o livro
Minhas mãos se retém
Mesmo que a escrita falhe
Procuro a letra de alguém.

Relendo várias vezes
Na letra de uma canção
o que significou o seu escrito
Vai muito além do infinito!!!


CICERO[N.C.S]

22/10/2010

O ESQUADRÃO de MUNDOS


Ligue para todos os seus amigos

Existem coisas maiores por vir
Avise sobre as novas ameaças
Tragédias anunciadas antes de partir.

Manifestaram a última palavra
Disseram tudo que não podia
Ao menos fizemos a nossa parte
Misericórdia implorou a maioria.

Difícil esperar pela sua paz
Nas malditas explicações servidas
Apenas um momento de glória
Se arrependa das palavras retidas.

Sinta toda derrota nas mãos
Cavando abismos mais fundos
De uma vez viva esse momento
Sinta o esquadrão de mundos ! ! !


CICERO[N.C.S]
01/03/1999

SMILE of UNCERTAIN FEAR


Troque de roupa

Não sei o que é "No fun"
Não me pergunte sobre Bossa
Prefiro minha cabeça sã.

Assista um filme
Sei que parece cocaína
Não me explique sobre o Rock
Overdose vai além da heroína.

Me ignore
Leia um livro de Drummond
Melhor viver sem coração
No seu beijo faltou um  tom.

Doe seu sangue
Te peço desculpas na Catalão
Quero saber de outro país
Nunca tive medo da escuridão!!!


CICERO[N.C.S]
28/10/1997

Stephen King


É a possibilidade da escuridão

que faz o dia parecer tão claro.


(Stephen King)

Cora Coralina


Mais esperança nos meus passos

do que tristeza nos meus ombros. 


(Cora Coralina)

Vinicius de Moraes


Eu morro ontem.

Nasço amanhã.
Ando onde há tempo.
Meu tempo é agora.


(Vinicius de Moraes)

Pablo Neruda


E desde então, sou porque tu és 

E desde então és sou e somos... 
E por amor Serei... Serás... Seremos...


(Pablo Neruda)

Djavan


Devorei o meu problema 

          e engoli a solução.

(Djavan)

SENTIMENTO do MUNDO


Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.


(Carlos Drummond de Andrade)

NEM UM DIA


Um dia frio

Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo.

Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide.

Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores.

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você.

E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris.

(Djavan)

ESTAREI ESPERANDO


Abrace-me mais uma vez

Diga que você me ama no seu último adeus
Por favor, perdoe-me pelos meus pecados
Sim, eu nadava nas águas sujas
Mas você me empurrou para dentro
Eu vi seu rosto sob todos os céus
Durante todas as fronteiras e em cada linha
Você conhece o meu coração mais do que eu
Fomos os melhores, eu e você.

Mas nós tínhamos o tempo contra nós
E a distância entre nós
O céu chorou
Eu sei que te deixei sem palavras
Mas agora o céu está limpo e azul
E eu vejo meu futuro em você.

Eu esperarei até você estar pronto para me amar de novo
Eu coloco minhas mãos para cima
Eu vou fazer tudo diferente
Vou ser melhor para você
Eu esperarei até você estar pronto para me amar de novo
Eu coloco minhas mãos para cima
Eu vou ser alguém diferente
Vou ser melhor para você.

Deixe-me ficar aqui só mais uma noite
Construa o seu mundo ao meu redor
E me puxe para a luz
Para que eu possa te contar que estava errado
Eu era uma criança, mas agora estou disposto aprender.

(Adele Laurie)

SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS - 1990


O filme apresenta dois modelos de educação: o tradicional (arcaico) e o contemporâneo. O primeiro é perpassado pela academia Welton - internato masculino -, um modelo de escola preparatória, marcada por concepções tradicionalistas, organizada de forma autoritária, individualista com poder centralizado, que não respeita o aluno considerando-o como objeto a ser moldado, centrada na figura do professor e na transmissão dos conhecimentos. Onde o professor, detém o saber e a autoridade, exerce o ato de ensinar, limitando-se apenas a transmissão de conteúdos, não se preocupa em fazer o aluno aprender a pensar, e desenvolve a educação tradicional, baseada nos princípios da Tradição, Honra, Disciplina e Excelência. Ele se apresenta como modelo a ser seguido, dirige o processo de aprendizagem e o aluno atua como um simples receptor de conhecimentos, sendo a obediência uma virtude neste modelo.


Na sua primeira aula, o professor Keating inicia a leitura com uma frase de um poema de Walt Whitman a respeito de Abraham Lincoln : “Meu Capitão, Meu Capitão”, o que se pode entender teria chamado assim também seu mestre que o inspirou. Pede aos alunos que leiam o primeiro verso do poema “Às virgens para aproveitar o tempo” da página 542 do livro de hinos:
“Pegue seus botões de rosas enquanto podem…”. O professor explica que o termo em latim para esse termo é Carpe Diem – Aproveite o dia. Viver cada dia intensamente como se fosse o último.

A conclusão desse episódio é que o filme Sociedade dos Poetas Mortos mostra uma crítica à educação tradicional, onde o aprendizado acontece de forma mecânica: O professor fala, o aluno ouve. O discente não inclui suas experiências do dia-a-dia no processo de aprendizagem. O professor Keating rompe com o tradicional e mostra um novo ideal pedagógico no qual a relação entre professor e aluno deve ter uma vivência democrática e interativa de forma espontânea, permitindo ao aluno poder extrair o melhor de si.

É por isso que Sociedade dos Poetas Mortos é considerado um filme brilhante, já que nos faz perceber o quanto o papel do professor perante os alunos é importante, pois como educador este deve estimular a formação dos cidadãos, e mais que isso; que sejamos críticos, criativos e pensadores. 

A grande lição dessa historia é o ideário ‘Carpe Diem’ como uma nova visão de vida. 

‘’Aproveite seu dia, colha logo seus botões de rosas’’

►PONTO POSITIVO
- Interpretações marcantes
- Estilo de época
- Roteiro inovador

CICERO[N.C.S]
27/07/2015

Triângulo das Águas (Caio Fernando Abreu)


Este livro TRIÂNGULO das ÁGUAS foi publicado originalmente em 1983 e há anos fora de catálogo, é um dos melhores livros de Caio Fernando Abreu (1948-1996). Reconhecido com o Prêmio Jabuti – a maior honraria literária brasileira –,


Triângulo é também um título exemplar do ponto de vista do estilo do autor: nas linhas das novelas que o compõem – Dodecaedro, O marinheiro e Pela noite – encontram-se cristalizadas algumas constantes na obra de Caio. A alma perdida em busca de alguma coisa (às vezes afeto), a verborragia e as referências que, longe de afetadas, exalam sinceridade aproximam os leitores, a vida sob o signo da madrugada, as boas-vindas aos mistérios da existência, concretizados, neste livro, pela presença da astrologia (inclusive no título), e o tom confessional-desesperado.

Triângulo das águas foi escrito não em São Paulo, onde o escritor gaúcho passou muitos anos da sua maturidade, mas no Rio de Janeiro, em isolamento no bairro de Santa Teresa, depois do sucesso de Morangos mofados, de 1982. Ao leitor destas novelas (ou noturnos, como o autor as chamou) não restará dúvidas quanto às razões por que Caio Fernando Abreu é considerado um dos escritores mais criativos e inovadores surgidos no Brasil nas últimas três décadas do século 20.


CICERO[N.C.S]

27/06/2015

LIvro de Sonetos (Vinicius de Moraes)


Meu preferido deste livro é o soneto da fidelidade, que é um dos mais famosos do poeta. Parte inesquecível é esta: 


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

Foi o próprio Vinicius de Moraes quem organizou a primeira edição deste Livro de sonetos, que veio à luz em 1957. Com o volume, o poeta fazia um balanço de sua obra e ratificava, em 35 poemas, sua dedicação a uma das formas mais populares de poesia: o soneto. 

Dez anos depois, veio a segunda edição do livro, e Vinicius acrescentou a ele nada menos que 25 poemas, vários deles inéditos. A edição que o leitor tem agora em mãos soma àquele conjunto dezesseis sonetos esparsos.O que se pode inferir ao longo desses anos é que os sonetos escritos por Vinicius de Moraes acabaram por formar um acervo em tudo singular no quadro da moderna poesia brasileira. 

Eles chamam a nossa atenção pela carga emotiva que encerram, mas impressionam igualmente pela austeridade formal. Desse modo, a extraordinária beleza dos versos parece nascer, em grande parte, dessa aliança, em que a densidade reflexiva e o virtuosismo sintático se afirmam como expedientes de controle da efusão sentimental.

Nesse sentido, é surpreendente que a popularidade de alguns sonetos de Vinicius não os desgasta; ao contrário, é como se a notoriedade testemunhasse e, simultaneamente, acentuasse a vibração que salta deles.


CICERO[N.C.S]

27/06/2015

sábado, 20 de junho de 2015

HAIL RAIN


A chuva pode ser trágica e feliz

Mas temos um caminho mais curto
Mesmo estando em cima do gelo fino
As luzes fracas nos trazem o surto.

Todas as minhas canções foram perdidas
Muitas orações guardadas na sua estante
Amanhã trocarei as minhas medalhas
Lágrimas não vão servir nesse instante.

Não procure novas chances amigo
Finalmente chegamos no limite
Tentei te dar todas as cartas
Mas a sua falácia não me permite!


CICERO[N.C.S]
11/08/2000

O VENTO e a BRISA


O vento circulava em solidão

Perdeu a direção do pensamento
Não entendia o que se passava
Qual seria a dor daquele momento ?

Com a sua voz doce a brisa chegou
Trouxe a calma para sua trajetória
Por isso o vento mudou sua direção
A brisa mudou toda a sua história.

A brisa precisou seguir o seu caminho
Não tinha a mesma velocidade do vento
Sem a brisa o vento se tornou vendaval
E a sua vontade se perdeu por dentro.


CICERO[N.C.S]

11/08/1997

DE ONDE VEM ESSA DOR ?


No protesto do meu coração
Guardei medalhas no congelador
Debaixo do meu travesseiro
Coisas simples de muito valor.

Uma vontade me alterou
Quando busquei no passado
Alguma coisa para o meu futuro
Mas nada pode ser alterado.

Não entendi as lágrimas sujas
Um pensamento para compor
Fui no erro tentando acertar
De onde vem essa dor ?


CICERO[N.C.S]

12/07/1997

TEMPESTADE INDUSTRIAL


Sem proteção das batalhas habituais

A bandeira branca foi queimada 
Ficamos escondidos nas fronteiras
Até que a tempestade fosse marcada.

Tudo sobre suas flores é interessante
Principalmente suas orquídeas escondidas
A colheita do vendaval na sua esquina
As sementes que não foram recolhidas.

Industrializa veias cinzas da solidão
Feche os olhos para amenizar o medo
Acolhendo restauros que me salvam
Hoje eu não volto pra casa tão cedo!!!


CICERO[N.C.S]

29/08/2000

AURORA FEROZ


Procuramos paz sem saber

O mundo é constante incerteza
A marca na história se resume 
a quem vive pós fortaleza.

Ame quem você quiser
No fim do caminho sem atalhos
No deserto que me faz sofrer
Posso ainda expelir você.

"O mundo é um lobo que vai te devorar"
Deste jeito a professora nos dizia
Bela merda pra dizer nesta manhã
Aonde foi parar o seu "Bom dia" ?


CICERO[N.C.S]
11/05/1994

J. R. R. Tolkien


Tudo que temos 

de decidir é o que fazer 
com o tempo que nos é dado.


(J. R. R. Tolkien)

Adélia Prado


Há sempre uma razão, embora 

não haja nenhuma explicação.

(Adélia Prado)

Paulo Coelho


Tudo que é feito no presente

afeta no futuro por consequência,
e o passado por redenção.


(Paulo Coelho)

George R. R. Martin


A maioria dos homens mais 

depressa nega uma verdade 
dura do que a enfrenta.


(George R. R. Martin)

Chico Science


Um passo à frente 

e você não está mais 
no mesmo lugar.


(Chico Science)

MANGUETOWN


Tô enfiado na lama

É um bairro sujo
Onde os urubus têm casas
E eu não tenho asas.

Mas estou aqui em minha casa
Onde os urubus têm asas
Eu vou pintando, segurando as paredes
No mangue do meu quintal e manguetown.

Andando por entre os becos
Andando em coletivos
Ninguém foge ao cheiro sujo
Da lama da manguetown.

Esta noite sairei, vou beber com meus amigos... ha!
E com as asas que os urubus me deram ao dia
Eu voarei por toda a periferia
Vou sonhando com a mulher
Que talvez eu possa encontrar
E ela também vai andar na lama do meu quintal é
Manguetown.

Andando por entre os becos
Andando em coletivos
Ninguém foge ao cheiro sujo
Da lama da manguetown.

Fui no mangue catar lixo
Pegar caranguejo
Conversar com urubu.


(Chico Science)

TEM OS QUE PASSAM


tem os que passam

e tudo se passa
com passos já passados

tem os que partem
da pedra ao vidro
deixam tudo partido

e tem, ainda bem,
os que deixam
a vaga impressão
de ter ficado.


(Alice Ruiz)

AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER


Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor ?


(Camões)

V de VINGANÇA - 2006


No filme "V de vingança", produzido os Irmãos Wachowski (os mesmos de Matrix) nos revela um regime fascista, uma sociedade controlada e um herói disposto a libertá-los da opressão. Onde muitos podem ter criado um novo conceito de liberdade, outra realidade nos mostra como a indústria cinematográfica é usado para controlar a oposição futura e implementar a "Ordem do Caos".


Trata-se de uma história sobre a liberdade, especialmente a reivindicação de liberdades individuais suprimidas por um governo totalitário (no caso, uma futurista Inglaterra - mas o futurismo é meramente cronológico, pois toda a ambientação é extremamente atual).


A história abordada no filme mostra às novas gerações, que os erros cometidos em um passado próximo continuam possíveis de ocorrer.  Isso funciona como alerta contra posições não satisfatórias, contra soluções para problemas que merecem uma melhor reflexão. O filme remete o  fato  de que  por  meio  da  censura, não expressam os pensamentos e não manifestamos anseio por liberdade, deixando que manipulem-nos, até no modo de agir, sempre seguindo à risca regras, informações falsas que devem ser obedecidas e aceitas como verdade sem direito de qualquer questionamento contrário.


Quem ele era?" Essa frase move o filme e quando nós nos deparamos nós somos ele e se pudêssemos defenderíamos seus ideais como ele até a morte. Esse personagem V por meio de uma ideia de 400 anos atrás consegue mudar o país no presente, com isso ele consegue mostrar que através de uma simples ideia podemos mudar o mundo se persistimos.

"Eu, assim como Deus, não jogo dados e não acredito em coincidência.”

(V)

►PONTO POSITIVO
- Fidelidade ao Quadrinho

- Fotografia
- Argumentação

►PONTO NEGATIVO
- Não consta

NOTA: 10


CICERO[N.C.S]

20/06/2015

O Alienista (Machado de Assis)


O ALIENISTA - Meu livro favorito do Machado de Assis. E que daria um ótimo filme na minha opinião. 


O livro é pequeno, daqueles que a gente termina de ler em poucas horas e tem o estilo inconfundível do escritor.

A história é basicamente a de um cientista, Simão Barcamate, que instala em Itaguaí uma casa para cuidar de pessoas com problemas mentais, e acaba criando teorias sem sentido além de provocar vários problemas para a população.

Barcamate pensar ser o dono da verdade e que não entende que está cometendo erros. E ele não percebe que fez de tudo pela ciência, chegando mesmo a prender na Casa Verde um bom pedaço de gente.

Existem limites entre loucura e a razão? Se existem, quais são eles? E quem está autorizado a apontá-los? Publicado entre 1881 e 1882 no periódico A Estação, o conto O alienista, de Machado de Assis, discute a existência da norma e a delimitação entre loucura e razão. 

A ciência afirma seu poder baseada na ideia de que a superioridade do homem está no saber. Como personificação da ciência, Bacamarte se coloca, portanto, ideologicamente como verdade inquestionável.


CICERO[N.C.S]

16/06/2015

Poesia de Ricardo Reis (Fernando Pessoa)


RICARDO REIS foi o segundo heterônimo criado por FERNANDO PESSOA, depois de ALBERTO CAIEIRO e antes de ÁLVARO de CAMPOS - e é o mais clássico de todos eles. Sua odes refletem um espírito duro, rigoroso, que defendia a ausência de desejos e o autodomínio como receita de sabedoria. O rigor de sua postura criou uma poesia precisa, de métrica calculada e enunciação severa. 


Entre seus temas recorrentes podemos citar o do sofrimento diante dos mistérios da vida e da morte e as relações com as suas musas, Lídia, Neera e Cloe. Segundo a avaliação de Pessoa, “Reis escreve melhor do que eu, mas com um purismo que considero exagerado”. 

"Poesia é uma música que se faz com idéias", escreveu Reis, "e por isso com palavras". Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui.Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes.Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.


CICERO[N.C.S]

16/06/2015

quarta-feira, 10 de junho de 2015

ANJOS e CASTELOS


Nos perdemos em algum tempo
Procurando por meio de abrigos
A distância muda o que sentimos
Esquecemos dos velhos amigos.

Se quiser podemos até voar
Sentir liberdade dessa prisão
Se quiser vamos esperar 10 anos
Ficaria surpreso pela mansidão.

Nas correntes que nos prendem aos céus
Nem que tudo pareça passageiro
Até a construção do nosso castelo
Anjos não fazem mais prisioneiro.


CICERO[N.C.S]
14/04/1997

HORIZONTE AZUL


Olhe para o céu

Descanse mais um pouco dessa vez
Pode acontecer alguns novos horizontes
Transpareça assim em dias sociáveis.

Venha retribuir a velha promessa
Para que tenha alguma tranquilidade
Quando a lua e o sol se encontrarem
Deixe uma foto para a posteridade.

Um horizonte na medida que seja
Um dia melhor não foi comprovado
Porque notícias que me trazem hoje
São as mesmas de um tempo passado!


CICERO[N.C.S]

17/09/1997

PARA TODOS os DIAS de SOL


Este sol tanto ilumina que assola

Assim escolho meu estado de espírito
Me fala que há um motivo em tudo
Ilumina ideias do que foi restrito.

Aproveito os dias que me são dados
O proveito de sustentar minha essência
Ainda que não entenda meu mundo
Não sigo as etiquetas da sua tendência.

Deixe o bilhete na gaveta por 10 anos
Um dia faz sentido ou vira besteira
Nunca vi nada igual que o surreal
A luz do sol não acerta de primeira.


CICERO[N.C.S]
09/08/1999

Diógenes Miquelão Aquino


Você brinda ou blinda ?

Vamos brindar ou blindar ?


(Diógenes Miquelão Aquino)

Humberto Gessinger


Não precisamos 

saber pra onde vamos, 
nós só precisamos ir.


(Humberto Gessinger)

Luís Vaz de Camões


Amor é um cuidar que 

se ganha em se perder.


(Camões)

INTERESTELAR - 2014


Uma viagem sem precedentes!!!


Um filme bom, mas superestimado demais para o que ele propõe. No decorrer do filme você percebe que chega uma hora que eles viajam na história, tentando misturar sentimentos com teorias cientifica.


Não é, claro, a mais original das premissas, mas Christopher Nolan ao menos faz o possível para ancorá-la num universo suficientemente realista para que compreendamos que as leis da física quântica são levadas a sério e impactam as decisões dos personagens – bem como a Teoria da Relatividade de Einstein e suas implicações na passagem do tempo. Neste aspecto, aliás, Interestelar lembra bastante o jovem clássico Contato, embora bem menos sutil e coeso.


Enquanto isso, o diretor investe em uma salada de frutas temática que, mesmo merecendo aplausos pela ambição, é superficial demais para se tornar eficiente. Buscando introduzir discussões existenciais, filosóficas e científicas sem jamais desenvolvê-las com o cuidado necessário, Nolan ainda comete o erro grave de tentar introduzir o Amor (com letra maiúscula mesmo) como fator determinante na trama – 

Além disso, os irmãos Nolan sempre tiveram um problema grave com exposição em seus roteiros e, assim, o primeiro ato do longa é repleto de longos diálogos que tentam explicar a natureza das pragas que acometem o planeta, as mensagens enviadas através da gravidade, os planos desenvolvidos pelo cientista vivido por Michael Caine, os obstáculos que este ainda enfrenta, as possíveis soluções e assim por diante.

É com certeza o filme mais ambicioso de Christopher Nolan, mas não é, discutivelmente, o seu melhor ou a sua definidora obra-prima. Essa ainda estará para vir. Como se apresenta, Interestellar coloca-se lado a lado com a obra do realizador britânico, obra que até agora ainda não conheceu nenhum passo em falso. Talvez nunca venha a conhecer.

►PONTO POSITIVO
- CGI imperceptível

- Trilha sonora
- Paralelos interessantes

►PONTO NEGATIVO
- Desfecho insatisfatório
- Pretensioso demais
- Muito longo para o que propõe

NOTA: 8



CICERO[N.C.S]
10/06/2015

O Menino do Pijama Listrado (John Boyne)


Nessa resenha não haverá nenhum spoiler e nada que irá comprometer sua leitura, se você como eu ainda não assistiu ao filme, a leitura do livro ficará ainda melhor, então vamos lá:


Bruno é um garoto de nove anos que mora em Berlim durante os tempos difíceis digamos assim e ele tem que se mudar de sua maravilhosa casa para outra simples em uma cidade denominada Haja Vista, lá ele não tem ninguém para brincar e conversar, somente sua irmã que fica implicando com ele toda hora, num dia Bruno decide explorar a região em volta de sua casa e durante uma caminhada ele encontra uma cerca.

história é baseada na vida de Bruno, um menino novo de 9 anos de idade. Ele tinha uma vida muito boa por ser de uma família rica de Berlin, mais tudo muda quando ele se muda para uma cidade no interior devido ao trabalho de seu pai.

Seu pai é um importante oficial nazista alemão, que devido a ordens de seu chefe, o poderoso Hitler, líder da política alemã, ele pega sua família e se muda para uma casa perto do Campo de Concentração de Auschwitz, o lugar onde os judeus eram exterminados pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Bruno, uma criança agitada que gostava de brincar, começa a explorar e andar pela sua nova casa, e sempre se perguntava porque as pessoas que ficavam do outro lado da cerca usavam um pijama listrado.

Certo dia, Bruno conheceu outro menino, Shmuel, um judeu que estava do outro lado da cerca com o grupo de judeus, eles tinham a mesma idade, além disso, tinham o mesmo dia de nascimento. Apesar de estarem em situações totalmente diferentes, o laço de amizade entre eles começou a crescer, de forma natural. Sem dúvida é um dos pontos mais bonitos do livro. 

O que mais gostei em O Menino do Pijama Listrado é a ingenuidade de Bruno em relação a tudo que está acontecendo na sua vida e ao seu redor, o livro é um pouco previsível, mas o final impactante.

Devido ao seu sucesso, o livro ganhou uma versão cinematográfica, que também fez sucesso. O enredo conta uma emocionante amizade de dois garotos, eles estão separados por uma cerca, um deles usa o pijama listrado, o que deu inspiração para o título do livro. A história se passa na época do nazismo, na segunda guerra mundial em uma cidade no interior da Alemanha.


CICERO[N.C.S]

10/06/2015

Estatutos do Homem (Thiago de Mello)


ATO INSTITUCIONAL PERMANENTE: 

É assim que deveria ser definido este livro. Que oferece em sua abordagem valores esquecidos nestes dias de hoje. Obra que chega ate ser mesmo atemporal por assim dizer.

O livro poético mais conhecido do poeta amazonense Thiago de Mello que mostra uma poesia engajada com os valores do homem perante a sociedade.
A poesia de Thiago de Mello é econômica, sem exageros de estilo. A impressão do leitor é que os versos transcendem a leitura, são feitos para tocar, acalentar na alma. São poemas que tiram a beleza da simplicidade do cotidiano ou revivem ideais de humanidade cada vez mais esquecidos.

De uma profundidade avassaladora. A vontade de ser um ser humano mais amável, tolerante e reconciliador se estabelece imediatamente. A visão do autor vem da experiência dolorosa do exílio e da ditadura militar. Sua visão social fica mais apurada e nasce um grito de liberdade do homem enquanto indivíduo para atingir as massas.

Parte que eu destaco é o artigo 2, parte que já foi ate usada numa propaganda de carro:

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, 
inclusive as terças-feiras mais cinzentas, 
têm direito a converter-se em manhãs de domingo. 


CICERO[N.C.S]

10/06/2015